Com R$ 1,4 bilhão de investimento, Governo lança programa MT Trifásico em Cuiabá

Programa MT Trifásico é lançado em Cuiabá e promete modernizar a energia no campo com grande investimento.

A modernização da infraestrutura energética e a consolidação do suporte técnico para o avanço da produção agroindustrial ganharam um marco histórico no estado. Na noite desta quinta-feira (28), o Governo do Estado lançou oficialmente, em Cuiabá, o programa MT Trifásico. A iniciativa de grande alcance socioeconômico visa reestruturar a malha de distribuição de energia no campo, substituindo os antigos sistemas monofásicos por redes trifásicas de alta capacidade. O objetivo central é dar robustez ao agronegócio, impulsionar a agricultura familiar e atrair novas agroindústrias para o interior mato-grossense.

O lançamento contou com a articulação direta do deputado estadual Diego Guimarães, que celebrou a tirada do projeto do papel. O parlamentar relembrou que a pauta já vinha sendo defendida por seu mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) por meio do Projeto de Lei nº 1857/2024. Com a encampação da proposta pelo Poder Executivo, o MT Trifásico passa a figurar como uma política pública de Estado, colocando o fornecimento estável de eletricidade no mesmo patamar de prioridade de grandes modais logísticos, como a abertura de rodovias e a expansão das ferrovias.

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Plano prevê 5 mil quilômetros de novas redes e parceria bilionária com a Energisa

A engenharia financeira e o cronograma de execução do programa impressionam pelos números. O plano de metas estabelece um investimento global de aproximadamente R$ 1,4 bilhão, a ser injetado de forma escalonada entre os anos de 2026 e 2030. A projeção técnica é implantar cerca de 5 mil quilômetros de linhas de transmissão trifásicas em todas as calhas produtivas do território estadual. Conduzido em parceria direta com a concessionária Energisa, o investimento pretende estabilizar a voltagem e expandir o potencial de carga para mais de 1,7 milhão de consumidores rurais e urbanos.

Na prática, a chegada da energia trifásica resolve gargalos históricos de competitividade. O novo sistema vai permitir que pequenos e grandes produtores invistam sem medo em modernos sistemas de irrigação artificial, ampliem a capacidade de secagem e armazenagem de grãos dentro das propriedades e instalem maquinários pesados de beneficiamento, agregando valor à matéria-prima sem sofrer com as frequentes quedas de braço causadas por oscilações e apagões na rede.

Os eixos estratégicos consolidados no programa MT Trifásico reúnem:

  • Aporte Bilionário: Investimento de R$ 1,4 bilhão garantido para execução entre 2026 e 2030;
  • Capilaridade no Campo: Construção de 5 mil quilômetros de extensão de redes elétricas trifásicas;
  • Industrialização Rural: Suporte de carga para sistemas de irrigação, câmaras frias e silos de grãos;
  • Governança e Fiscalização: Criação de um Conselho Gestor com membros do Governo e da ALMT para auditar os recursos.

Diego Guimarães propõe extensão do programa para a Transpantaneira em Poconé

Além do foco voltado ao cinturão agrícola, Diego Guimarães aproveitou o ato de lançamento para apresentar uma proposta de expansão turística ao governador e à diretoria da Energisa: a inclusão imediata da Rodovia Transpantaneira, na região de Poconé, no cronograma de obras do MT Trifásico. A ideia é dotar as pousadas pantaneiras, hotéis ecológicos e laboratórios de pesquisa biológica de uma rede elétrica moderna e subterrânea ou aérea protegida, mitigando os impactos visuais na fauna e impulsionando o turismo sustentável internacional no Pantanal. A sugestão foi acatada de forma preliminar pela equipe econômica do Estado para estudos de viabilidade.

Para garantir que o cronograma de R$ 1,4 bilhão seja cumprido à risca e sem favorecimentos políticos, o decreto de criação do MT Trifásico instituiu um conselho gestor permanente. O comitê técnico contará com cadeiras ocupadas por representantes das secretarias de Estado e deputados da Assembleia Legislativa, que terão o poder de fiscalizar os repasses, auditar a qualidade dos cabos instalados pela concessionária e definir quais municípios e assentamentos rurais serão priorizados nas frentes de trabalho a cada semestre.

Cronograma Técnico – MT Trifásico Detalhamento, Metas e Orçamento (2026 – 2030)
Volume Total de Investimento Aproximadamente R$ 1,4 Bilhão de Reais
Meta de Expansão Física Implantação de 5.000 quilômetros de rede trifásica
Base Legislativa Originária Projeto de Lei nº 1857/2024 (Dep. Diego Guimarães)
Concessionária Executora Energisa Mato Grosso
Nova Frente de Estudo Atendimento da Região Turística da Transpantaneira (Poconé)

O lançamento do programa MT Trifásico representa um passo estratégico incontestável para modernizar o interior do estado, evidenciando que injetar R$ 1,4 bilhão para levar energia de alta capacidade ao campo é a chave para emancipar a agricultura familiar e consolidar o agro como potência industrial, embora produtores rurais e cooperativas olhem para o anúncio com uma dose justa de desconfiança, alertando que o sucesso dos 5 mil quilômetros de extensão depende de uma fiscalização implacável sobre a Energisa, concessionária que acumula recordes de reclamações por tarifas abusivas e demora crônica no atendimento no interior, correndo-se o risco de o programa virar mais um subsídio público para engordar o caixa da empresa privada enquanto o produtor na ponta continua sofrendo com a falta de manutenção nas linhas em pleno 2026. Você considera que a criação de um conselho gestor na ALMT será suficiente para garantir que as obras cheguem com rapidez aos pequenos assentamentos, ou acredita que o Governo deveria condicionar o repasse das verbas à redução imediata da tarifa de energia cobrada no campo? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.

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