Tem início nesta segunda-feira (8) o período de vazio sanitário da soja em Mato Grosso, medida fitossanitária considerada uma das principais ferramentas para o controle da ferrugem asiática, uma das doenças mais severas da cultura. Durante os próximos 90 dias, os produtores rurais deverão eliminar todas as plantas vivas de soja existentes nas propriedades, incluindo as chamadas plantas voluntárias ou “tigueras”.
O período seguirá até 6 de setembro, sem alterações em relação ao calendário adotado na safra anterior. A informação foi reforçada pelo fiscal do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Waldemir Silva, da unidade de Lucas do Rio Verde.
Segundo ele, o vazio sanitário tem como objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, reduzindo a sobrevivência do patógeno entre uma safra e outra e diminuindo a pressão da doença sobre as lavouras da temporada seguinte.
Calendário permanece inalterado
De acordo com o Indea-MT, não houve mudanças nas datas estabelecidas para o vazio sanitário nem para a próxima janela de semeadura.
Com isso, o plantio da safra 2026/2027 poderá ser iniciado a partir de 7 de setembro e seguirá autorizado até 7 de janeiro de 2027, conforme o calendário fitossanitário vigente no estado.
Fiscalizações serão realizadas em propriedades e rodovias
Durante todo o período de vazio sanitário, equipes do Indea-MT realizarão fiscalizações em propriedades rurais e também em áreas próximas às rodovias para verificar a presença de plantas vivas de soja.
Caso sejam encontradas áreas com plantas não eliminadas, os responsáveis poderão ser autuados. Segundo Waldemir Silva, a penalidade segue os mesmos critérios aplicados nos anos anteriores.
A multa prevista corresponde a 30 Unidades Padrão Fiscal (UPFs), acrescida de 2 UPFs por hectare onde forem identificadas plantas de soja não destruídas durante o período obrigatório.
Além da aplicação das penalidades, os fiscais realizam a medição da área afetada para definir o valor final da autuação.
Resultados positivos no combate à ferrugem asiática
De acordo com o Indea-MT, o vazio sanitário tem apresentado resultados expressivos ao longo dos anos, contribuindo para reduzir a ocorrência da ferrugem asiática nas lavouras mato-grossenses.
O órgão destaca que a maioria dos produtores já incorporou a prática ao manejo das propriedades e realiza o controle adequado das plantas voluntárias, o que ajuda a diminuir a pressão de doenças e pragas para a safra seguinte.
A conscientização dos agricultores, associada à fiscalização e ao cumprimento das normas fitossanitárias, tem sido apontada como um dos fatores responsáveis pelo sucesso da estratégia no estado, que lidera a produção nacional de soja.
Com o início do vazio sanitário, a recomendação é que os produtores realizem inspeções frequentes nas áreas agrícolas e mantenham o controle rigoroso das tigueras para evitar multas e contribuir para a sanidade das futuras lavouras.
Cotações da Soja
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.