A restrição na oferta de trigo disponível nesta época do ano continua influenciando o mercado brasileiro e mantendo a liquidez reduzida nas negociações à vista. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o cenário é marcado por poucos negócios imediatos e pela expectativa em torno da nova safra.
De acordo com pesquisadores do Cepea, as indústrias moageiras informam que estão abastecidas e, por isso, não demonstram necessidade de adquirir grandes volumes no curto prazo. A preferência tem sido pela negociação antecipada de lotes da safra 2026, com entregas programadas para os meses de setembro e outubro.
Enquanto a demanda segue cautelosa, os produtores e demais vendedores que ainda possuem trigo disponível adotam postura firme nas negociações. Em São Paulo, onde a oferta é mais restrita, os detentores de estoques buscam comercializar o cereal por valores mais elevados, sustentando as cotações no estado.
Na avaliação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, a combinação entre baixa disponibilidade de trigo remanescente, compradores abastecidos e foco nas negociações da nova safra deverá continuar ditando o comportamento do mercado nas próximas semanas, mantendo os preços sustentados nas regiões com menor oferta.
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