As exportações brasileiras de arroz encerraram o primeiro semestre de 2026 com o maior volume da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), reforçando a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e contribuindo para a valorização do cereal no mercado interno.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o desempenho recorde dos embarques fortaleceu a demanda pelo arroz brasileiro e tornou as vendas externas mais atrativas do que as negociações no mercado doméstico.
Esse cenário contribuiu para uma reação nos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país. De acordo com os pesquisadores do Cepea, além do aumento da demanda, a oferta mais restrita do cereal também favoreceu a valorização das cotações, uma vez que muitos agentes mantêm expectativa de preços ainda mais elevados nas próximas semanas.
O movimento observado no mercado interno acompanha a recuperação dos preços do arroz no cenário internacional. Conforme o Centro de Estudos, as cotações externas também apresentaram melhora, ampliando o interesse pelas exportações brasileiras.
Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que os dados mais recentes da indústria nacional ainda refletem um período anterior à recuperação registrada nas últimas semanas. Dessa forma, os indicadores do setor devem incorporar de maneira mais evidente os efeitos da valorização do cereal à medida que novos levantamentos forem divulgados.
Na avaliação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o comportamento do mercado continuará sendo influenciado pelo ritmo das exportações, pela disponibilidade de arroz em casca e pela evolução da demanda interna e externa ao longo dos próximos meses.
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