DDG ganha espaço no mercado e amplia oportunidades para a cadeia do milho em Mato Grosso

O subproduto avança como alternativa para fortalecimento da sustentabilidade no agronegócio

Os grãos secos de destilaria ou também conhecidos como “Distillers Dried Grains” (DDG), subproduto gerado a partir da produção de etanol de milho, têm ganhado cada vez mais relevância no cenário agroindustrial brasileiro ao agregar valor à cadeia do milho e fortalecer a economia dentro do agronegócio.

O crescimento do DDG acompanha a expansão da indústria do etanol de milho no estado, que hoje concentra grande parte das usinas em operação no país. Esse movimento fortalece a integração entre agricultura e pecuária, oferecendo aos produtores uma alternativa estratégica de alimentação animal com alto valor proteico e energético, ao mesmo tempo em que amplia a competitividade da cadeia produtiva.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, a abertura de novos mercados e a consolidação do DDG como produto comercial reforçam a tendência de valorização desse coproduto nos próximos anos.

“Ano passado, a China abriu o mercado para a importação do DDG brasileiro, e eu tenho uma visão de que ele vai ganhar espaço ao lado do farelo de soja. Existe uma discussão sobre qual será o principal produto brasileiro nesse cenário, e eu acredito que essa mudança é inevitável. Também não há como deixar de considerar o aspecto mercadológico e de sustentabilidade”, salientou.

O presidente também destacou que o sistema produtivo brasileiro, especialmente em Mato Grosso, reúne características que tornam a cadeia do milho e seus derivados uma das mais sustentáveis do mundo.

“Pesquisas mostram que, no sistema soja-milho em sucessão, há um balanço positivo, com sequestro médio de cerca de 1,9 tonelada de carbono. Além disso, a soja, por ser uma leguminosa, realiza a fixação biológica de nitrogênio, e cerca de um terço do nitrogênio aproveitado pela cultura vem desse processo. No caso do milho, grande parte do nitrogênio utilizado também é beneficiado por essa dinâmica, o que torna a produção, incluindo o etanol de milho, uma das mais sustentáveis do mundo, assim como a produção de carnes de frango e suína. Diante dessa concorrência e evolução do mercado, a tendência é que, no futuro, o milho ganhe ainda mais relevância, especialmente na produção de combustíveis mais limpos e de alta qualidade”, explicou Lucas Costa Beber.

O setor já consome cerca de 20 milhões de toneladas de milho por ano para a produção de aproximadamente 10 bilhões de litros de etanol, volume que representa cerca de um quarto de toda a produção nacional do biocombustível. Somente em Mato Grosso, as usinas consomem aproximadamente 13,5 milhões de toneladas de milho anualmente, demonstrando a importância dessa indústria para a economia regional.

Na avaliação do conselheiro fiscal da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Luiz Otavio Tatim, o avanço do DDG representa uma oportunidade importante para diversificar a cadeia produtiva do milho e ampliar a geração de valor dentro da propriedade rural.

“O crescimento das usinas de etanol de milho e da produção de DDG no Brasil é muito positivo, principalmente para Mato Grosso. Esse movimento ampliou significativamente a demanda pelo grão, contribuindo para maior estabilidade dos preços recebidos pelos produtores e reduzindo a dependência exclusiva das exportações. Em vez de exportarmos apenas matéria-prima, transformamos o milho em combustível renovável, proteína animal e desenvolvimento regional, gerando empregos, renda e investimentos no interior do país. O etanol de milho contribui para uma matriz energética mais sustentável e para a redução das emissões, mostrando que é possível conciliar segurança alimentar, competitividade do produtor e transição energética em benefício de toda a sociedade”, avaliou.

Hoje, Mato Grosso já produz cerca de 3 milhões de toneladas de DDG por ano e as usinas consomem aproximadamente 13,5 milhões de toneladas de milho, consolidando uma nova dinâmica econômica para o setor. Segundo o conselheiro da Abramilho, o DDG pode ampliar a competitividade da cadeia do milho e consolidar o estado como referência nacional nesse mercado.

“Esse modelo agrega valor dentro do próprio estado, gera empregos, atrai investimentos e reduz a necessidade de transportar insumos por longas distâncias. A integração entre lavoura, pecuária e bioenergia é uma das grandes vantagens competitivas do Brasil. O produtor deixa de depender exclusivamente da venda do grão e passa a participar de uma cadeia mais diversificada, resiliente e sustentável. Acreditamos que Mato Grosso reúne todas as condições para se consolidar como referência nacional nesse modelo, mostrando que é possível produzir alimentos, proteína animal e energia renovável de forma complementar e com geração de riqueza para o interior do país”, pontuou Luiz Otavio Tatim.

Com a crescente demanda por coprodutos voltados à alimentação animal, o DDG se consolida como uma alternativa estratégica para o agronegócio mato-grossense. Além de agregar valor ao milho, o produto fortalece a integração entre lavoura e pecuária, amplia mercados e posiciona Mato Grosso como protagonista em uma cadeia cada vez mais alinhada à eficiência produtiva e à sustentabilidade. (com Assessoria Aprosoja/Marina Cintra)

DISPONÍVEL
Alta Floresta
36,00
-0,14
Alto Araguaia
42,20
-2,43
Alto Garças
43,10
-0,23
Campo Novo do Parecis
41,25
-0,60
Campo Verde
43,40
-0,12
Campos de Júlio
41,50
-0,48
Canarana
40,80
-0,24
Diamantino
42,15
-0,24
Ipiranga do Norte
38,00
-0,13
Lucas do Rio Verde
38,05
-0,26
Mato Grosso
40,22
-0,27
Matupá
36,10
-0,14
Nova Mutum
38,60
-0,26
Nova Ubiratã
38,10
-0,26
Porto dos Gaúchos
36,80
-0,27
Primavera do Leste
43,55
-0,23
Querência
40,15
-0,25
Rondonópolis
44,90
-0,11
Sapezal
41,95
-0,24
Sinop
39,70
-0,25
Sorriso
40,50
-0,25
Tangará da Serra
42,25
-0,24
Vila Rica
39,35
-0,25
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
26,00
2,13
Alto Araguaia
42,25
1,30
Campo Novo do Parecis
33,32
1,65
Campo Verde
36,96
1,49
Campos de Júlio
30,96
1,80
Canarana
34,02
1,62
Diamantino
33,01
1,69
Ipiranga do Norte
30,71
1,80
Lucas do Rio Verde
32,82
1,70
Mato Grosso
33,34
1,65
Nova Mutum
32,09
1,72
Nova Ubiratã
30,97
1,80
Porto dos Gaúchos
43,87
1,26
Primavera do Leste
36,98
1,50
Querência
32,27
1,71
Rondonópolis
38,75
1,42
Sapezal
31,78
1,73
Sinop
30,64
1,81
Sorriso
31,88
1,73
Tangará da Serra
32,39
1,72
Vila Rica
39,90
1,39
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
502,60
-0,23
Campo Novo do Parecis - Porto Velho
301,03
-1,43
Campo Novo do Parecis - Rondonópolis
186,72
-1,18
Campo Novo do Parecis - Santos
507,50
-0,98
Campo Verde - Alto Taquari
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
421,67
0,00
Campo Verde - Rio Verde
-
0,00
Campo Verde - Rondonópolis
100,00
1,69
Campo Verde - Santos
430,00
0,00
Canarana - Alto Araguaia
185,00
-2,63
Canarana - Paranaguá
454,88
-0,03
Canarana - Santos
470,55
0,00
Canarana - Uberlândia
290,00
0,00
Diamantino - Alto Taquari
-
0,00
Diamantino - Paranaguá
460,81
-0,04
Diamantino - Rondonópolis
162,00
0,62
Diamantino - Santos
490,86
0,01
Rondonópolis - Alto Taquari
-
0,00
Rondonópolis - Maringá
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
389,87
-0,46
Rondonópolis - Santos
409,01
0,99
Sapezal - Porto Velho
-
0,00
Sorriso - Alto Taquari
-
0,00
Sorriso - Cuiabá
140,34
0,24
Sorriso - Miritituba
331,25
-0,90
Sorriso - Paranaguá
505,64
-0,69
Sorriso - Rondonópolis
178,78
-2,04
Sorriso - Santos
522,62
0,00
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
99,51
1,19
Mato Grosso
99,88
0,89
Médio-Norte
100,00
0,72
Nordeste
99,45
1,45
Noroeste
100,00
0,99
Norte
100,00
0,18
Oeste
100,00
0,88
Sudeste
100,00
1,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
47,92
10,06
Mato Grosso
47,30
7,26
Médio-Norte
48,66
7,23
Nordeste
48,39
9,17
Noroeste
48,91
7,99
Norte
46,63
3,08
Oeste
44,02
3,50
Sudeste
43,35
7,87
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,64
-3,23
Mato Grosso
42,48
-6,12
Médio-Norte
41,87
-5,99
Nordeste
42,37
-2,57
Noroeste
43,63
-1,74
Norte
43,75
-0,67
Oeste
40,10
-3,12
Sudeste
43,27
-10,37
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
43,43
-2,55
Mato Grosso
43,52
-2,53
Médio-Norte
42,97
-4,56
Nordeste
41,90
-1,02
Noroeste
42,62
-6,12
Norte
42,80
0,28
Oeste
43,33
-2,20
Sudeste
46,09
1,23
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
119,74
2,53
Mato Grosso
120,28
1,32
Médio-Norte
125,61
2,72
Nordeste
114,83
0,00
Noroeste
121,10
0,65
Norte
117,33
0,69
Oeste
120,82
0,66
Sudeste
115,37
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.317.713,51
2,52
Mato Grosso
53.349.392,13
1,32
Médio-Norte
19.807.457,33
2,72
Nordeste
9.063.208,08
0,00
Noroeste
4.992.209,91
0,66
Norte
4.708.373,07
0,69
Oeste
3.760.569,39
0,66
Sudeste
7.699.860,85
0,00
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