Milho segunda safra consolida renda no campo e avança na agroindustrialização de MT, avalia Famato

Abertura Nacional da Colheita foi realizada em Querência e discutiu crédito, inovação, logística e oportunidades para a cadeia do cereal

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) reforçou o papel estratégico do milho segunda safra para a economia mato-grossense e defendeu políticas de crédito capazes de garantir fôlego financeiro, planejamento e competitividade aos produtores rurais. O posicionamento foi apresentado durante a Abertura Nacional da Colheita do Milho Segunda Safra, realizada na Estância VN, em Querência, na região Leste do estado.

O evento reuniu produtores rurais, lideranças políticas, empresariais e representantes do setor produtivo, com painéis voltados aos desafios do agro brasileiro, crédito rural, custos de produção, inovação, logística e oportunidades para a cadeia do milho. Para a Famato, a cultura deixou de ser complementar e passou a ocupar posição central na geração de renda, na agroindustrialização e na interiorização do desenvolvimento em Mato Grosso.

O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, afirmou que o milho transformou a realidade econômica do estado e abriu uma nova etapa para o setor produtivo. “Aquilo que começou como uma safrinha, como alternativa para rotação de cultura e melhoria da soja, hoje se tornou uma safra consolidada e uma das mais importantes para o estado. Estamos vivendo um momento em que o milho passa a ser transformado em energia renovável aqui em Mato Grosso. Isso mostra a força da nossa produção e a capacidade do produtor mato-grossense de entregar volume, qualidade e eficiência”, afirmou Vilmondes.

O presidente da Famato também destacou que a expansão das indústrias de transformação deve aumentar a demanda pelo cereal nos próximos anos.

“Estamos vivendo a verticalização e a industrialização do agro. Com a chegada de indústrias que transformam milho em bioenergia, etanol e proteína animal, Mato Grosso entra em uma nova etapa de desenvolvimento. A estimativa é que nos próximos anos o estado praticamente dobre o número de indústrias de transformação. Para isso, vamos precisar produzir muito mais milho”, disse.

Durante o painel sobre os desafios do agro brasileiro, crédito, custos e competitividade no campo, Vilmondes também defendeu medidas para aliviar o endividamento dos produtores rurais. A pauta ocorre no contexto das discussões sobre o PL 5.122/2023, em tramitação no Senado, que trata da criação de uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas de produtores rurais.

“Temos trabalhado dentro da federação com muita cautela, sempre próximos dos poderes e dos governos, buscando transformar ações em resultados para quem está no campo todos os dias. A Famato representa mais de 33 mil produtores rurais em Mato Grosso, em todas as cadeias produtivas, e está atuando para que medidas em discussão no Senado possam dar um respiro aos produtores que estão endividados e sem planejamento para a próxima safra”, disse Vilmondes.

O superintendente da Famato e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, avaliou que a safra de milho em Mato Grosso apresenta cenário positivo, com boas produtividades registradas em campo. Conforme o Imea, a produtividade do milho 2025/26 foi projetada em 120,28 sacas por hectare, com produção estimada em 53,349 milhões de toneladas e área de 7,392 milhões de hectares.

“A expectativa para a produção de milho em Mato Grosso nesta temporada é positiva. Tivemos uma área cultivada em torno de 7,4 milhões de hectares, com leve incremento em relação ao ano passado. A safra ainda está em curso, e nossas equipes seguem em campo avaliando a produtividade, mas o que temos visto até agora é um cenário muito positivo, com excelentes resultados”, afirmou Cleiton.

Para o superintendente, o milho segunda safra se consolidou como uma das principais ferramentas de rentabilidade no sistema produtivo mato-grossense. “Desde os anos 2000, o produtor aprendeu a se encaixar muito bem no sistema produtivo de segunda safra, cultivando soja na primeira safra e milho na sequência, na mesma área. Isso permite agregar renda, otimizar o uso de mão de obra, aproveitar equipamentos compartilhados e gerar uma nova produção dentro do mesmo sistema”, explicou.

Cleiton também ressaltou que o etanol de milho ampliou a capacidade de absorção da produção estadual.

“Nos últimos anos, a chegada do etanol de milho deu ainda mais vazão à expansão da produção mato-grossense”, completou.

O presidente do Sindicato Rural de Querência, Osmar Frizzo, destacou que as condições climáticas favoreceram a cultura e que o evento permitiu discutir demandas importantes dos produtores.

“Tivemos um clima extremamente propício, e a expectativa para a colheita é muito boa. Além de celebrar uma safra excelente, o evento trouxe painéis importantes para discutir gargalos como logística, crédito e outras demandas que atingem diretamente a nossa atividade”, afirmou.

Anfitrião do evento e proprietário da Estância VN, Irio José Guisolphi ressaltou que o milho tem sido determinante para a rentabilidade das propriedades rurais. “As margens da soja estão cada vez menores, e o milho tem sido um dos principais responsáveis por garantir rentabilidade e permitir que muitos produtores continuem investindo e produzindo. É um privilégio receber este evento na minha propriedade, e temos uma expectativa muito boa para esta safra”, disse.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, também reforçou a importância da agroindustrialização para o futuro econômico do estado. “A produtividade que temos aqui não existe em nenhum outro lugar do mundo. A atração de novas agroindústrias mudou a realidade de Mato Grosso. A nossa vocação é produzir biocombustíveis e proteína animal a partir dos subprodutos do milho. O boi precisa estar perto da comida, e isso vai acontecer em breve nesta região”, disse.

Também participaram do evento o diretor administrativo e financeiro da Famato, Robson Marques; o presidente do Sindicato Rural de Água Boa, Geraldo Antônio Delai; o presidente eleito do Sindicato Rural de Querência, Lauri Pedro Jantsch; além de produtores rurais, autoridades e lideranças do setor produtivo. (com Assessoria/Famato)

DISPONÍVEL
Alta Floresta
36,65
-0,41
Alto Araguaia
43,75
-0,23
Alto Garças
43,70
-0,23
Campo Novo do Parecis
42,35
-0,24
Campo Verde
43,80
-0,23
Campos de Júlio
42,30
-0,24
Canarana
41,80
-0,24
Diamantino
43,00
-0,23
Ipiranga do Norte
38,55
-0,26
Lucas do Rio Verde
38,90
-0,38
Mato Grosso
40,96
-0,27
Matupá
37,00
-0,27
Nova Mutum
39,15
-0,38
Nova Ubiratã
38,70
-0,26
Porto dos Gaúchos
37,60
-0,27
Primavera do Leste
44,05
-0,23
Querência
41,05
-0,36
Rondonópolis
45,35
-0,33
Sapezal
42,80
-0,23
Sinop
40,35
-0,25
Sorriso
41,20
-0,24
Tangará da Serra
43,15
-0,35
Vila Rica
40,15
-0,37
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
25,95
-0,21
Alto Araguaia
42,20
-0,13
Campo Novo do Parecis
33,27
-0,16
Campo Verde
36,91
-0,15
Campos de Júlio
30,91
-0,16
Canarana
33,97
-0,16
Diamantino
32,96
-0,14
Ipiranga do Norte
30,66
-0,17
Lucas do Rio Verde
32,77
-0,14
Mato Grosso
33,29
-0,16
Nova Mutum
32,04
-0,17
Nova Ubiratã
30,92
-0,16
Porto dos Gaúchos
43,82
-0,12
Primavera do Leste
36,93
-0,14
Querência
32,22
-0,16
Rondonópolis
38,70
-0,13
Sapezal
31,73
-0,17
Sinop
30,59
-0,17
Sorriso
31,84
-0,14
Tangará da Serra
32,34
-0,15
Vila Rica
39,85
-0,12
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
503,77
1,40
Campo Novo do Parecis - Porto Velho
295,69
1,72
Campo Novo do Parecis - Rondonópolis
192,98
0,87
Campo Novo do Parecis - Santos
507,03
-1,54
Campo Verde - Alto Taquari
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
421,62
-0,03
Campo Verde - Rio Verde
-
0,00
Campo Verde - Rondonópolis
97,50
5,11
Campo Verde - Santos
420,00
-0,50
Canarana - Alto Araguaia
190,00
1,81
Canarana - Paranaguá
460,00
1,13
Canarana - Santos
470,52
0,62
Canarana - Uberlândia
296,67
0,00
Diamantino - Alto Taquari
-
0,00
Diamantino - Paranaguá
465,03
1,49
Diamantino - Rondonópolis
161,23
4,58
Diamantino - Santos
496,04
1,91
Rondonópolis - Alto Taquari
-
0,00
Rondonópolis - Maringá
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
385,61
-2,45
Rondonópolis - Santos
400,00
-2,38
Sapezal - Porto Velho
-
0,00
Sorriso - Alto Taquari
-
0,00
Sorriso - Cuiabá
140,00
-0,53
Sorriso - Miritituba
331,36
0,78
Sorriso - Paranaguá
505,82
-2,25
Sorriso - Rondonópolis
181,00
0,34
Sorriso - Santos
528,60
-0,54
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
100,00
0,49
Mato Grosso
100,00
0,12
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,55
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,00
Sudeste
100,00
0,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
46,75
1,26
Mato Grosso
47,32
1,48
Médio-Norte
48,19
1,06
Nordeste
49,11
2,81
Noroeste
48,59
1,77
Norte
46,79
1,54
Oeste
44,30
0,47
Sudeste
44,20
1,33
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,87
0,53
Mato Grosso
42,49
0,03
Médio-Norte
0,00
-100,00
Nordeste
42,35
-0,05
Noroeste
0,00
-100,00
Norte
0,00
-100,00
Oeste
0,00
-100,00
Sudeste
0,00
-100,00
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
43,55
0,19
Mato Grosso
42,73
-1,69
Médio-Norte
43,08
0,28
Nordeste
41,60
-0,86
Noroeste
41,33
-3,03
Norte
42,89
-8,00
Oeste
43,87
1,54
Sudeste
45,41
-2,02
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
119,74
2,53
Mato Grosso
120,28
1,32
Médio-Norte
125,61
2,72
Nordeste
114,83
0,00
Noroeste
121,10
0,65
Norte
117,33
0,69
Oeste
120,82
0,66
Sudeste
115,37
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.317.713,51
2,52
Mato Grosso
53.349.392,13
1,32
Médio-Norte
19.807.457,33
2,72
Nordeste
9.063.208,08
0,00
Noroeste
4.992.209,91
0,66
Norte
4.708.373,07
0,69
Oeste
3.760.569,39
0,66
Sudeste
7.699.860,85
0,00
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