As chuvas registradas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil reduziram a oferta de etanol e deram sustentação aos preços do biocombustível pela terceira semana consecutiva. O cenário foi influenciado pelas dificuldades enfrentadas pelas usinas para manter o ritmo de processamento da matéria-prima, em razão das paralisações provocadas pelas condições climáticas.
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, as precipitações interromperam parte das atividades industriais, restringindo a disponibilidade de etanol no mercado. Com menor oferta, as usinas elevaram os preços pedidos pelo biocombustível, sustentando o movimento de valorização observado nas últimas semanas.
Apesar da tendência de alta, o Centro de Estudos destaca que a liquidez permaneceu limitada em algumas unidades produtoras. Em determinados casos, usinas optaram por praticar preços mais baixos para estimular a comercialização e atender à demanda pontual do mercado.
No lado da demanda, pesquisadores do Cepea observam que as distribuidoras mantêm uma postura cautelosa nas negociações. A estratégia é motivada pelo bom desempenho da produção de etanol na safra 2026/27, fator que reduz a necessidade de compras mais agressivas neste momento.
A avaliação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, é de que o comportamento dos preços continuará sendo influenciado pelas condições climáticas nas regiões produtoras, pelo ritmo de processamento da cana-de-açúcar e pela evolução da demanda das distribuidoras ao longo das próximas semanas.
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.