Expectativa de safra maior pressiona preços do milho no mercado brasileiro

A perspectiva de aumento da oferta de milho nas próximas semanas já começa a impactar o mercado nacional. Embora a colheita da segunda safra ainda esteja concentrada em poucos estados brasileiros, a expectativa de uma produção mais robusta tem pressionado os preços do cereal na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

De acordo com pesquisadores do Cepea, compradores têm adotado uma postura mais cautelosa diante da possibilidade de uma safra volumosa. A estratégia tem sido limitar o volume de negócios no curto prazo, aguardando desvalorizações mais acentuadas à medida que a colheita avance e a oferta aumente.

Do lado dos vendedores, o cenário tem exigido maior flexibilidade nas negociações. Produtores e comerciantes vêm reduzindo os preços pedidos e, em alguns casos, ajustando prazos de entrega ou condições de pagamento para conseguir escoar o cereal neste início de colheita.

A retração da demanda também foi reforçada pelas recentes projeções divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os levantamentos apontam crescimento tanto na produção brasileira da temporada 2025/26 quanto na oferta global de milho para o ciclo 2026/27.

No Brasil, o aumento estimado está relacionado principalmente à recuperação da safra de verão, que apresentou desempenho superior ao registrado em ciclos anteriores. Já no cenário internacional, a expectativa de expansão da produção em importantes países produtores, como a Índia, contribui para elevar a disponibilidade global do cereal e ampliar os estoques mundiais.

Com uma oferta crescente no mercado interno e perspectivas favoráveis para a produção mundial, os preços do milho seguem pressionados. O comportamento dos compradores indica que o mercado continuará atento ao avanço da colheita nas próximas semanas, período que poderá definir a intensidade das oscilações nas cotações do cereal.

DISPONÍVEL
Alta Floresta
37,05
-0,27
Alto Araguaia
44,10
-0,23
Alto Garças
43,95
-0,23
Campo Novo do Parecis
42,90
-0,23
Campo Verde
44,15
-0,23
Campos de Júlio
42,95
-0,23
Canarana
42,25
-0,24
Diamantino
43,50
-0,23
Ipiranga do Norte
39,15
-0,25
Lucas do Rio Verde
39,65
-0,25
Mato Grosso
41,47
-0,26
Matupá
37,45
-0,27
Nova Mutum
39,70
-0,25
Nova Ubiratã
39,25
-0,38
Porto dos Gaúchos
38,05
-0,26
Primavera do Leste
44,45
-0,34
Querência
41,55
-0,24
Rondonópolis
45,55
-0,22
Sapezal
43,25
-0,23
Sinop
40,95
-0,24
Sorriso
41,75
-0,24
Tangará da Serra
43,65
-0,23
Vila Rica
40,65
-0,25
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
24,35
0,26
Alto Araguaia
40,60
0,16
Campo Novo do Parecis
31,67
0,20
Campo Verde
35,31
0,18
Campos de Júlio
29,30
0,20
Canarana
32,37
0,20
Diamantino
31,35
0,19
Ipiranga do Norte
29,06
0,22
Lucas do Rio Verde
31,16
0,20
Mato Grosso
31,69
0,20
Nova Mutum
30,44
0,21
Nova Ubiratã
29,32
0,23
Porto dos Gaúchos
42,22
0,16
Primavera do Leste
35,33
0,19
Querência
30,62
0,21
Rondonópolis
37,10
0,18
Sapezal
30,13
0,21
Sinop
28,99
0,23
Sorriso
30,23
0,21
Tangará da Serra
30,73
0,19
Vila Rica
38,24
0,16
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
496,80
4,77
Campo Novo do Parecis - Porto Velho
290,69
1,85
Campo Novo do Parecis - Rondonópolis
191,32
3,29
Campo Novo do Parecis - Santos
514,98
3,96
Campo Verde - Alto Taquari
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
421,74
0,23
Campo Verde - Rio Verde
-
0,00
Campo Verde - Rondonópolis
92,76
1,89
Campo Verde - Santos
422,13
0,31
Canarana - Alto Araguaia
186,62
-1,78
Canarana - Paranaguá
454,85
0,88
Canarana - Santos
467,61
0,89
Canarana - Uberlândia
296,67
0,00
Diamantino - Alto Taquari
-
0,00
Diamantino - Paranaguá
458,21
4,36
Diamantino - Rondonópolis
154,17
0,19
Diamantino - Santos
486,73
5,30
Rondonópolis - Alto Taquari
-
0,00
Rondonópolis - Maringá
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
395,31
0,02
Rondonópolis - Santos
409,74
0,39
Sapezal - Porto Velho
-
0,00
Sorriso - Alto Taquari
-
0,00
Sorriso - Cuiabá
140,75
3,39
Sorriso - Miritituba
328,80
3,31
Sorriso - Paranaguá
517,46
1,31
Sorriso - Rondonópolis
180,39
0,07
Sorriso - Santos
531,48
2,09
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
99,51
1,19
Mato Grosso
99,88
0,89
Médio-Norte
100,00
0,72
Nordeste
99,45
1,45
Noroeste
100,00
0,99
Norte
100,00
0,18
Oeste
100,00
0,88
Sudeste
100,00
1,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
47,92
10,06
Mato Grosso
47,30
7,26
Médio-Norte
48,66
7,23
Nordeste
48,39
9,17
Noroeste
48,91
7,99
Norte
46,63
3,08
Oeste
44,02
3,50
Sudeste
43,35
7,87
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,64
-3,23
Mato Grosso
42,48
-6,12
Médio-Norte
41,87
-5,99
Nordeste
42,37
-2,57
Noroeste
43,63
-1,74
Norte
43,75
-0,67
Oeste
40,10
-3,12
Sudeste
43,27
-10,37
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
43,43
-2,55
Mato Grosso
43,52
-2,53
Médio-Norte
42,97
-4,56
Nordeste
41,90
-1,02
Noroeste
42,62
-6,12
Norte
42,80
0,28
Oeste
43,33
-2,20
Sudeste
46,09
1,23
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
119,74
2,53
Mato Grosso
120,28
1,32
Médio-Norte
125,61
2,72
Nordeste
114,83
0,00
Noroeste
121,10
0,65
Norte
117,33
0,69
Oeste
120,82
0,66
Sudeste
115,37
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.317.713,51
2,52
Mato Grosso
53.349.392,13
1,32
Médio-Norte
19.807.457,33
2,72
Nordeste
9.063.208,08
0,00
Noroeste
4.992.209,91
0,66
Norte
4.708.373,07
0,69
Oeste
3.760.569,39
0,66
Sudeste
7.699.860,85
0,00
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