Menor oferta e retomada da demanda reduzem pressão sobre preços da mandioca

A comercialização de mandioca perdeu ritmo nas últimas semanas, refletindo uma postura mais cautelosa dos produtores. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), muitos agricultores que já conseguiram quitar parte dos compromissos financeiros reduziram o volume de vendas, enquanto o avanço da colheita foi prejudicado pelas chuvas registradas em grande parte das regiões produtoras monitoradas pela instituição.

Esse cenário contribuiu para diminuir a pressão sobre os preços da raiz. Além das dificuldades impostas pelas condições climáticas, o mercado passou a contar com uma leve recuperação da demanda por fécula, fator que também colaborou para sustentar as cotações.

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, destacam ainda que a oferta de raízes de segundo ciclo vem diminuindo gradualmente nas principais regiões produtoras do país. A expectativa é de que essa menor disponibilidade permaneça até meados de julho, reduzindo a pressão vendedora observada nos primeiros meses do ano.

Diante desse contexto, a decisão dos produtores de comercializar raízes com até 12 meses de idade tende a estar cada vez mais ligada aos preços oferecidos pelo mercado. O comportamento representa uma mudança em relação à primeira metade do ano, quando a necessidade de fazer caixa e cumprir compromissos financeiros teve maior influência sobre as vendas.

Com oferta mais ajustada e demanda apresentando sinais de recuperação, o mercado da mandioca entra em um período de maior equilíbrio, com os produtores acompanhando atentamente a evolução dos preços antes de definir o ritmo de comercialização da safra.

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