Embrapa amplia portfólio de baixo carbono e lança programas para milho e sorgo

O lançamento dos programas Milho Baixo Carbono (MBC) e Sorgo Baixo Carbono (SgBC) pela Embrapa representa um marco para o fortalecimento da produção agropecuária sustentável no Brasil. As iniciativas oferecem alternativas concretas frente aos impactos das mudanças climáticas e ampliam as oportunidades de inserção competitiva do milho e do sorgo brasileiro nos mercados cada vez mais exigentes em termos de sustentabilidade.

O objetivo é desenvolver e validar protocolos de certificação para as marcas-conceito Milho Baixo Carbono e Sorgo Baixo Carbono, com base científica e alinhamento a padrões internacionais. Esses projetos são compostos por parâmetros que se diferenciam e podem agregar valor ao milho e ao sorgo produzido com uso de práticas e tecnologias sustentáveis.

Lançamento e abertura de edital público

O lançamento dos programas Milho Baixo Carbono e Sorgo Baixo Carbono acontecerá no dia 11 de março, data de comemoração do aniversário de 50 anos da Embrapa Milho e Sorgo (MG).

A abertura do edital público para seleção das instituições apoiadas ocorrerá em agosto de 2026. Nesse intervalo, os pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo desejam à disposição para conversar e esclarecer pontos específicos das atividades.

Os trabalhos serão, essencialmente, construídos com base em critérios técnico-científicos para medir a intensidade das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) por tonelada de grão produzido. “O projeto será possível por meio da validação de diretrizes técnicas para o protocolo de certificação. Após a validação do protocolo, feita pela Embrapa com parcerias, poderá ocorrer a certificação, que será voluntária, privada e por terceiros, seguindo o sistema MRV (Medição, Relato e Verificação)” diz o pesquisador Arystides Resende Silva , da Embrapa Milho e Sorgo.

“Os editais dos programas Milho Baixo Carbono e Sorgo Baixo Carbono estimulam a adoção de sistemas produtivos mais resilientes e incentivam a transição para uma economia sustentável”, acrescenta o pesquisador Alexandre Ferreira da Silva .

“Sabemos que temos um grande desafio global pela frente, que são as mudanças climáticas. Nesse cenário, a Embrapa entende que a descarbonização da produção agropecuária é um dos maiores desafios da agricultura brasileira”, diz Ferreira.

Atenta a essa necessidade, a Embrapa vem liderando o desenvolvimento de soluções como a criação das marcas-conceitos Carne Baixo Carbono ( CBC ), Soja Baixo Carbono ( SBC ) e Trigo Baixo Carbono ( TBC ). Outros avanços compreendem a criação de ferramentas, calculadoras, para estimar a pegada de carbono por avaliação de ciclo de vida (ACV) de produtos agrícolas em sistemas de produção. Os times responsáveis ​​por essas iniciativas integram o desenvolvimento das marcas Milho Baixo Carbono (MBC) e Sorgo Baixo Carbono (SgBC), garantindo ceridade, padronização e assertividade às ações. Junto com a Embrapa Milho e Sorgo, pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP) e da Embrapa Soja (PR).

Milho Sorgo BC 1 -CenárioMT

Desenvolvimento, validação e correção dos selos de certificação

As ações abrangerão duas fases. Na fase 1, que é de desenvolvimento e inovação, o objetivo é desenvolver os protocolos Milho Baixo Carbono e Sorgo Baixo Carbono, e registrá-los no órgão competente, o Ministério da Agricultura e Pecuária ( Mapa ).

Para esse fim, serão elaboradas diretrizes. “O objetivo é distinguir o milho e o sorgo que apresentam a maior eficiência produtiva por unidade de carbono emitida. Esse fator serve como incentivo à redução das emissões de gases de efeito estufa e não implica em prejuízos à produtividade do trabalho”, conta Resende.

A validação dessas diretrizes ocorrerá durante o ciclo produtivo de três anos em unidades de observação, locais a serem indicados pelas instituições apoiadas. “Cada área gerará as informações referentes ao transporte de insumos e operações mecanizadas, além do balanço de carbono no solo, de forma a permitir o cálculo das emissões de gases de efeito estufa de todo o processo produtivo”, relata o pesquisador Ciro Augusto de Souza Magalhães .

Na segunda fase ocorrerá a implementação do selo de certificação no mercado por meio de certificados habilitados, conforme modelo de exploração comercial definido pela Embrapa.

Milho Sorgo BC 5 scaled -CenárioMT

Selos Milho Baixo Carbono e Sorgo Baixo Carbono trazem inovação

Os programas Milho Baixo Carbono e Sorgo Baixo Carbono posicionaram-se como marcas-conceito inovadoras por terem foco no produto e não na propriedade. Eles enfatizam o balanço das emissões e remoções de GEEs e a garantia da redução das emissões, quantificada à luz do conhecimento científico.

Magalhães explica que os selos MBC e SgBC trarão um diferencial competitivo para os produtores e para os produtos derivados, atraindo consumidores cada vez mais exigentes em relação à origem e à sustentabilidade dos alimentos.

“A implementação bem-sucedida dessas iniciativas dependerá da definição de critérios claros e objetivos. Portanto, é necessário trabalhar com um sistema de certificação eficiente e acessível, viabilizar o engajamento de todos os atores da cadeia produtiva e fomentar o investimento em pesquisa e desenvolvimento e comunicação”, acrescenta o pesquisador.

A chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Milho e Sorgo, Cynthia Damasceno , observa que a adesão de instituições apoiadas aos programas MBC e SgBC, por meio de parcerias público-privadas, é fundamental, pois permite a construção coletiva das diretrizes técnicas, garantindo que os protocolos sejam robustos e, ao mesmo tempo, aplicáveis ​​à realidade do mercado.

“Essas parcerias são essenciais para a validação dos indicadores de sustentabilidade em condições reais de campo, seguindo o rigoroso sistema MRV. O engajamento do setor privado, por meio do edital de chamamento, viabilizará a execução das atividades e a entrega do protocolo validado. Juntos, ciência e mercado construirão um futuro mais sustentável e resiliente para a agricultura brasileira”, conclui Damasceno.

(com Assessoria Embrapa/Sandra Brito)

DISPONÍVEL
Alta Floresta
37,00
0,00
Alto Araguaia
44,05
0,00
Alto Garças
44,00
0,00
Campo Novo do Parecis
42,70
0,00
Campo Verde
44,10
0,00
Campos de Júlio
42,65
0,00
Canarana
42,10
0,00
Diamantino
43,35
0,00
Ipiranga do Norte
38,90
0,00
Lucas do Rio Verde
39,40
0,00
Mato Grosso
41,29
0,00
Matupá
37,30
0,00
Nova Mutum
39,45
0,00
Nova Ubiratã
39,00
0,00
Porto dos Gaúchos
37,90
0,00
Primavera do Leste
44,35
0,00
Querência
41,40
0,00
Rondonópolis
45,80
0,00
Sapezal
43,10
0,00
Sinop
40,65
0,00
Sorriso
41,50
0,00
Tangará da Serra
43,55
0,00
Vila Rica
40,50
0,00
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
25,46
4,38
Alto Araguaia
41,71
2,63
Campo Novo do Parecis
32,78
3,37
Campo Verde
36,42
3,02
Campos de Júlio
30,41
3,62
Canarana
33,48
3,29
Diamantino
32,46
3,39
Ipiranga do Norte
30,17
3,67
Lucas do Rio Verde
32,27
3,41
Mato Grosso
32,80
3,36
Nova Mutum
31,55
3,50
Nova Ubiratã
30,42
3,62
Porto dos Gaúchos
43,33
2,53
Primavera do Leste
36,43
3,00
Querência
31,73
3,48
Rondonópolis
38,21
2,88
Sapezal
31,24
3,53
Sinop
30,10
3,69
Sorriso
31,34
3,52
Tangará da Serra
31,84
3,45
Vila Rica
39,35
2,78
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis - Paranaguá
496,80
4,77
Campo Novo do Parecis - Porto Velho
290,69
1,85
Campo Novo do Parecis - Rondonópolis
191,32
3,29
Campo Novo do Parecis - Santos
514,98
3,96
Campo Verde - Alto Taquari
-
0,00
Campo Verde - Paranaguá
421,74
0,23
Campo Verde - Rio Verde
-
0,00
Campo Verde - Rondonópolis
92,76
1,89
Campo Verde - Santos
422,13
0,31
Canarana - Alto Araguaia
186,62
-1,78
Canarana - Paranaguá
454,85
0,88
Canarana - Santos
467,61
0,89
Canarana - Uberlândia
296,67
0,00
Diamantino - Alto Taquari
-
0,00
Diamantino - Paranaguá
458,21
4,36
Diamantino - Rondonópolis
154,17
0,19
Diamantino - Santos
486,73
5,30
Rondonópolis - Alto Taquari
-
0,00
Rondonópolis - Maringá
-
0,00
Rondonópolis - Paranaguá
395,31
0,02
Rondonópolis - Santos
409,74
0,39
Sapezal - Porto Velho
-
0,00
Sorriso - Alto Taquari
-
0,00
Sorriso - Cuiabá
140,75
3,39
Sorriso - Miritituba
328,80
3,31
Sorriso - Paranaguá
517,46
1,31
Sorriso - Rondonópolis
180,39
0,07
Sorriso - Santos
531,48
2,09
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
99,51
1,19
Mato Grosso
99,88
0,89
Médio-Norte
100,00
0,72
Nordeste
99,45
1,45
Noroeste
100,00
0,99
Norte
100,00
0,18
Oeste
100,00
0,88
Sudeste
100,00
1,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
47,92
10,06
Mato Grosso
47,30
7,26
Médio-Norte
48,66
7,23
Nordeste
48,39
9,17
Noroeste
48,91
7,99
Norte
46,63
3,08
Oeste
44,02
3,50
Sudeste
43,35
7,87
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,64
-3,23
Mato Grosso
42,48
-6,12
Médio-Norte
41,87
-5,99
Nordeste
42,37
-2,57
Noroeste
43,63
-1,74
Norte
43,75
-0,67
Oeste
40,10
-3,12
Sudeste
43,27
-10,37
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
43,43
-2,55
Mato Grosso
43,52
-2,53
Médio-Norte
42,97
-4,56
Nordeste
41,90
-1,02
Noroeste
42,62
-6,12
Norte
42,80
0,28
Oeste
43,33
-2,20
Sudeste
46,09
1,23
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
119,74
2,53
Mato Grosso
120,28
1,32
Médio-Norte
125,61
2,72
Nordeste
114,83
0,00
Noroeste
121,10
0,65
Norte
117,33
0,69
Oeste
120,82
0,66
Sudeste
115,37
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.317.713,51
2,52
Mato Grosso
53.349.392,13
1,32
Médio-Norte
19.807.457,33
2,72
Nordeste
9.063.208,08
0,00
Noroeste
4.992.209,91
0,66
Norte
4.708.373,07
0,69
Oeste
3.760.569,39
0,66
Sudeste
7.699.860,85
0,00
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