Praga silenciosa avança rápido com o tempo quente e seco no estado. Especialistas alertam para a necessidade de monitoramento rigoroso desde a fase vegetativa para evitar perdas severas.
O pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis) tornou-se uma das principais preocupações para os produtores de Mato Grosso nesta safra. De forma silenciosa, a praga se instala nas folhas e, sob condições de calor intenso e irregularidade de chuvas — comuns no Cerrado —, multiplica-se rapidamente. Segundo a Embrapa, se não houver controle, o prejuízo pode chegar a 60% da produtividade total da lavoura.
O inseto atua sugando a seiva das plantas, retirando nutrientes vitais e enfraquecendo o desenvolvimento do milho ainda na fase vegetativa. Além do dano direto, o pulgão excreta uma substância pegajosa que favorece o surgimento da fumagina, um fungo escuro que impede a fotossíntese. Para entender como o manejo integrado impacta a rentabilidade do produtor, acompanhe nossa editoria de agro em Mato Grosso.
Especialistas da ORÍGEO destacam que o monitoramento deve ser constante. Quando o produtor percebe manchas amareladas (clorose) ou o aspecto murcho das folhas, a infestação já pode estar em nível crítico. A utilização de inseticidas sistêmicos no início do ataque é a estratégia mais eficaz para conter o avanço e garantir que a planta aproveite ao máximo a luz solar e os nutrientes do solo mato-grossense.
Sinais de alerta: como identificar o pulgão precocemente
O sucesso do combate depende da rapidez na identificação. Fique atento aos seguintes sinais na sua lavoura:
- Pontos Escuros: Pequenas colônias concentradas no cartucho ou nas folhas mais novas.
- Clorose: Folhas perdendo o verde intenso e tornando-se amareladas.
- Fumagina: Surgimento de uma camada de pó preto sobre a superfície foliar.
- Murcha: Redução do vigor da planta mesmo com umidade disponível no solo.
Dica Técnica: O uso de soluções como o inseticida Sperto ajuda no controle rápido por contato e ingestão, protegendo a planta de dentro para fora graças ao seu efeito sistêmico, essencial em regiões de alta pressão da praga.
Impacto do Pulgão no Desenvolvimento do Milho
| Fase do Ataque | Sintoma na Planta | Risco de Perda |
|---|---|---|
| Vegetativa (V3-V8) | Sucção de seiva e encarquilhamento | Até 60% |
| Pré-pendoamento | Fumagina e bloqueio de luz | Moderado a Alto |
| Enchimento de Grãos | Grãos mal formados e chochos | Baixo a Moderado |
Checklist de manejo para o produtor de Mato Grosso
- 1) Caminhamento: Vistorie a lavoura pelo menos duas vezes por semana.
- 2) Clima: Redobre a atenção em períodos de veranico (falta de chuva) e calor acima de 30°C.
- 3) Aplicação: Utilize bicos adequados para garantir que o produto atinja o alvo (interior do cartucho).
- 4) Sustentabilidade: Adote a gestão integrada para equilibrar rentabilidade e preservação do solo.
Impacto Econômico: A perda de produtividade por pragas afeta diretamente o PIB do estado e a rentabilidade líquida do agricultor na economia de Mato Grosso.
Antecipação evita prejuízos severos
O pulgão-do-milho não perdoa o atraso no manejo. Em Mato Grosso, a agilidade na tomada de decisão é o que separa uma colheita recorde de um prejuízo amargo. Com o apoio de equipes técnicas qualificadas e produtos de alta performance, o agricultor pode proteger seu investimento. Para continuar acompanhando alertas fitossanitários e as tendências de mercado de Lucas do Rio Verde e região, continue ligado no CenárioMT.
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