Cunhã-poranga: entenda o papel de Isabelle e Marciele no Festival de Parintins

Personagens defendidas por Isabelle Nogueira e Marciele Albuquerque representam a força, a ancestralidade e a tradição indígena na arena do Bumbódromo.

O Festival Folclórico de Parintins, realizado anualmente em Parintins, no Amazonas, reúne milhares de pessoas para acompanhar a disputa entre os bois Garantido e Caprichoso. Entre os itens avaliados pelos jurados, a cunhã-poranga ocupa um dos papéis mais importantes por representar a mulher indígena e traduzir, por meio da dança e da interpretação, a identidade cultural amazônica.

A expressão tem origem no tupi e significa “moça bonita”, mas sua função na arena vai além da estética. A personagem simboliza coragem, ancestralidade, força e protagonismo feminino, sendo uma das apresentações mais aguardadas das três noites de espetáculo no Bumbódromo.

O que faz a cunhã-poranga

Durante as apresentações, a cunhã-poranga interpreta a guerreira indígena em performances que unem dança, expressão corporal e interação com o enredo de cada boi-bumbá. Os jurados avaliam critérios como desenvoltura, interpretação cênica, movimentos, simpatia e indumentária, fatores que podem influenciar diretamente a pontuação final de cada agremiação.

O item é considerado um dos símbolos mais tradicionais do festival e contribui para reforçar a valorização das culturas indígenas presentes na Amazônia.

Isabelle Nogueira no Garantido

Desde 2018, Isabelle Nogueira ocupa o posto de cunhã-poranga do Boi Garantido. A amazonense ganhou projeção nacional após participar do BBB 24, ampliando a visibilidade das tradições de Parintins em todo o país.

Na arena, Isabelle representa a guerreira indígena com coreografias marcadas pela intensidade e pela conexão com a cultura amazônica. Ela também recebeu uma homenagem em forma de toada, intitulada Isa-a-Bela.

Marciele Albuquerque no Caprichoso

Pelo lado azul e branco, Marciele Albuquerque defende o item desde 2017 no Boi Caprichoso. Indígena do povo Munduruku e participante do BBB 26, tornou-se uma das principais referências da festa.

Natural de Juruti, no Pará, Marciele também é reconhecida por sua atuação em defesa dos povos indígenas, da preservação ambiental e da valorização da cultura amazônica, ampliando sua representatividade para além do festival.

Como assistir ao festival

O público pode acompanhar o Festival Folclórico de Parintins pela TV A Crítica, emissora do Amazonas com transmissão em diferentes regiões do Brasil. O evento também é disponibilizado pelo canal oficial da emissora no YouTube e pelo aplicativo A Crítica Play.

Realizado há décadas, o festival consolidou-se como uma das maiores manifestações culturais do país, reunindo música, dança, artes cênicas e referências às tradições dos povos amazônicos em um espetáculo reconhecido nacionalmente.

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