Governo autoriza R$ 2 bilhões em obras de infraestrutura no Paraná

O investimento inclui rodovias, porto de Paranaguá e aeroporto de Maringá, com previsão de modernização e ampliação dos terminais.

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) o início de obras de infraestrutura em transportes no Paraná, totalizando R$ 2,08 bilhões.

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros Sílvio Costa Filho, dos Portos e Aeroportos, e Renan Filho, dos Transportes.

Do Ministério dos Transportes, duas ordens de serviço somam R$ 730 milhões. A primeira autoriza o início das obras do Contorno Sul Metropolitano de Maringá (BR-376/PR), com investimento de R$ 409 milhões, visando reduzir o tráfego urbano e o fluxo de veículos pesados. A segunda ordem permite concluir o quarto e último trecho da BR-487/PR, a Estrada Boiadeira, entre Serra dos Dourados e Cruzeiro do Oeste, com aporte de R$ 321,2 milhões, completando 37 km que ligam regiões produtoras de grãos ao Porto de Paranaguá.

“O Paraná não tinha a Estrada Boiadeira concluída, nem o contorno de Maringá, e essas obras começam hoje. O estado está recebendo o maior ciclo de investimentos em infraestrutura de sua história”, destacou Renan Filho.

Ele acrescentou que desde 2023 foram realizadas seis concessões rodoviárias no estado, dentro de um total de 35 em andamento no país.

O Ministério de Portos e Aeroportos autorizou a licitação para reformar e ampliar o Aeroporto Regional de Maringá, com modernização da torre de controle e investimento de R$ 129,1 milhões. O terminal passará de capacidade para 855 mil passageiros por ano para cerca de 1,4 milhão, praticamente dobrando sua área.

Porto de Paranaguá

Também foi assinada a concessão de 25 anos para exploração e administração do acesso aquaviário ao Porto de Paranaguá, estimada em R$ 1,23 bilhão. O projeto prevê dragagem de manutenção anual e aumento do calado de 13,5 metros para 15,5 metros, ampliando a capacidade do terminal.

O porto, segundo maior do Brasil em movimentação de cargas, é estratégico para o agronegócio, especialmente na exportação de carne suína e frango e importação de fertilizantes.

“Isso garante segurança e previsibilidade ao setor produtivo. A manutenção anual dará estabilidade para o desenvolvimento portuário brasileiro”, afirmou Silvio Costa Filho.

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