Conforme divulgado pela Polícia Civil de Mato Grosso, foi cumprido, nesta sexta-feira (13), um mandado de busca e apreensão em Várzea Grande como parte da 2ª fase da Operação Mar de Fraude. A medida foi expedida pela Vara Única de Fernando de Noronha (PE) e atende a pedido da Polícia Civil de Pernambuco, que conduz investigação sobre uma organização criminosa especializada em golpes virtuais e lavagem de dinheiro.
Desdobramento da Operação Mar de Fraude
A Operação Mar de Fraude teve início em junho de 2024 e apura a criação de anúncios falsos de pousadas de luxo em Fernando de Noronha. Segundo a investigação da Polícia Civil de Pernambuco, turistas de diferentes estados eram atraídos por ofertas divulgadas em sites e redes sociais, efetuavam pagamentos antecipados e descobriam posteriormente que as hospedagens não existiam.
Na primeira fase da Operação Mar de Fraude, houve bloqueio de bens e valores que somam cerca de R$ 1 milhão, além do cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisão em Pernambuco, Mato Grosso e Paraíba. As ordens judiciais foram autorizadas com base em indícios de estelionato eletrônico e ocultação de valores obtidos de forma ilícita.
Atuação em Várzea Grande
De acordo com a Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG), responsável pelo cumprimento da ordem judicial no estado, um dos investigados residentes no município seria responsável por oferecer suporte logístico e financeiro à rede criminosa. A reportagem confirmou que os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos e documentos que podem auxiliar na identificação de novos integrantes do grupo.
O mandado foi expedido pela Vara Única de Fernando de Noronha, com o objetivo de coletar provas complementares. Além de Mato Grosso, foram cumpridas determinações judiciais nos estados de Pernambuco, Paraíba e Paraná, em ação integrada entre as polícias civis.
Como funcionava o esquema investigado
Conforme detalhado pela investigação, o grupo:
- Criava anúncios falsos de hospedagens de alto padrão em Fernando de Noronha;
- Divulgava as ofertas em plataformas digitais e redes sociais;
- Recebia pagamentos antecipados de reservas inexistentes;
- Utilizava contas de terceiros e empresas de fachada para pulverizar os valores.
Segundo a Polícia Civil, a estrutura indicaria divisão de tarefas e tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro, prática que pode configurar lavagem de capitais, conforme previsto na Lei nº 9.613/1998.
O que diz a lei
O estelionato eletrônico está previsto no artigo 171 do Código Penal, com aumento de pena quando praticado por meio digital ou contra vítimas em diferentes estados. Já a lavagem de dinheiro prevê reclusão de três a dez anos, além de multa, quando comprovada a ocultação ou dissimulação de recursos provenientes de crime.
As investigações da Operação Mar de Fraude seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas, conforme nota oficial da Polícia Civil.
Contexto em números
- Início das investigações: junho de 2024;
- Valor bloqueado na 1ª fase: cerca de R$ 1 milhão;
- Estados com ordens judiciais cumpridas: PE, MT, PB e PR;
- Principais crimes investigados: estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro.
Reportagem baseada em informações oficiais divulgadas pela Polícia Civil de Mato Grosso e pela Polícia Civil de Pernambuco.
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