O Ministério do Turismo classifica formalmente 12 cidades mato-grossenses na categoria máxima do Mapa do Turismo Brasileiro. O selo atesta que esses locais possuem fluxo real de visitantes, infraestrutura hoteleira consolidada e forte apelo econômico para o setor.
Apesar da chancela federal, três desses municípios ficaram de fora da Feira Internacional do Turismo do Pantanal (FIT Pantanal), o principal palco de promoção dos destinos do estado. A ausência dos estandes nas gestões municipais pegou especialistas do setor de surpresa.
O impacto da ausência no ecossistema turístico
A FIT Pantanal é considerada a principal vitrine para a promoção de novos negócios e o fortalecimento da cadeia produtiva local. A presença no evento garante visibilidade global para investidores e agentes de viagens interessados no potencial de Mato Grosso.
A ausência de estandes nestes municípios, que possuem o selo máximo do Ministério do Turismo, sinaliza uma desconexão entre as políticas de promoção local e as estratégias de fomento estadual.
A falta de Nobres foi a que mais gerou burburinho. Conhecida pela Vila de Bom Jardim, o município compete diretamente com destinos de peso nacional, como Bonito (MS). A ausência em uma feira dessa magnitude levanta sérias dúvidas sobre como a cidade pretende captar novos agentes de viagens e investimentos.
Turismo de lazer versus foco no agronegócio
No caso de Primavera do Leste e Nova Mutum, a situação aponta para um debate sobre o perfil de gestão. Ambas as cidades são potências econômicas movidas pelo agronegócio e figuram entre os municípios de maior relevância produtiva de Mato Grosso.
Gestões municipais parecem priorizar a injeção de verbas em feiras estritamente agrícolas, afastando-se do tradicional circuito de lazer e promoção institucional que a FIT Pantanal oferece.
Essa estratégia de direcionar recursos exclusivamente para o setor de negócios reflete um modelo de gestão que busca resultados imediatos na economia primária. No entanto, especialistas alertam que o turismo de eventos é um pilar complementar necessário para a sustentabilidade econômica dessas cidades a longo prazo.
Como a ausência de promoção afeta o seu bolso
Para o consumidor e o pequeno empresário de Mato Grosso, a falta de estandes desses municípios na maior feira do estado significa menos fluxo de turistas circulando em hotéis, restaurantes e comércios locais. Quando uma cidade deixa de se promover em eventos internacionais, ela perde a chance de atrair o turista que consome serviços, movimenta a economia e gera empregos indiretos na região. O turismo em Mato Grosso depende de uma vitrine unificada para competir com outros estados.
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