A Prefeitura de Cuiabá intensificou as frentes de abordagem social e assistência voltadas à população em situação de rua.
A mobilização ocorreu após a queda abrupta nas temperaturas registrada nesta segunda-feira (18), quando os termômetros da capital marcaram mínima de 18°C e máxima de 21°C.
Equipes do município realizaram a distribuição de cobertores e alimentação quente em pontos estratégicos da região central.
As atividades de acolhimento concentraram-se nas imediações do Beco do Candeeiro, utilizando um espaço cedido pelas Irmãs Missionárias da Caridade para estruturar o atendimento. Ao todo, aproximadamente 200 pessoas foram assistidas durante a ação emergencial.
Mapeamento e áreas de concentração
O planejamento das equipes de assistência social priorizou os perímetros urbanos que concentram o maior fluxo de pessoas em vulnerabilidade extrema no centro histórico de Cuiabá:
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Beco do Candeeiro e vias adjacentes;
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Praça Ipiranga;
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Praça da República.
A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão (Sadhb) explicou que a distribuição de insumos de inverno serve como porta de entrada para identificar demandas crônicas desse público, permitindo que os agentes orientem os usuários sobre os serviços da rede socioassistencial fixa do município, como os abrigos públicos e os Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros POP).
Continuidade das políticas de acolhimento
A gestão municipal ressaltou que, embora o fornecimento de sopa e cobertores tenha caráter imediato para mitigar os impactos do resfriamento climático, o monitoramento das praças centrais integra um plano contínuo de abordagem territorial.
“A proposta é manter a prefeitura próxima das pessoas em situação de rua, ouvindo necessidades e buscando melhorar as políticas sociais voltadas à inclusão e ao acolhimento desse público”, ponderou a secretária municipal de Assistência Social, Hélida Vilela.
A gestora complementou que o monitoramento meteorológico continuará ditando o ritmo das rondas noturnas. A meta da pasta é garantir que a rede de proteção social permaneça estruturada para responder com agilidade aos períodos de frentes frias, reduzindo os riscos de hipotermia e agravos à saúde da população vulnerável exposta ao relento.
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