Idoso de 76 anos é encontrado morto sob ponte do Rio Guaporé em Pontes e Lacerda

Osmundo Pereira Lima, de 76 anos, foi encontrado morto sob uma ponte no Rio Guaporé. Polícia Civil investiga as circunstâncias do caso.

A localização de um corpo em um dos principais mananciais da região da fronteira mobilizou forças de segurança federais e estaduais na tarde de terça-feira (23 de junho). Um idoso de 76 anos, identificado formalmente como Osmundo Pereira Lima, foi encontrado morto sob a ponte sobre o Rio Guaporé, no perímetro urbano do município de Pontes e Lacerda.

O caso gerou imediata movimentação técnica de equipes periciais, que tentam desvendar se o óbito decorreu de um acidente vascular, afogamento ou ato de violência.

Moradores avistam corpo boiando e acionam posto da PRF na rodovia

De acordo com os relatórios operacionais, o cadáver foi avistado inicialmente por moradores e pescadores que passavam pelas margens do rio. Devido à proximidade geográfica, as testemunhas se deslocaram a pé até o posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), localizado a poucos metros da estrutura da ponte. Os patrulheiros federais isolaram o perímetro imediatamente para preservar possíveis vestígios na área de mata e no leito da água.

Durante a varredura preliminar nas vestes do idoso, os policiais localizaram uma carteira contendo cédulas de identidade civil intactas em um dos bolsos. O achado permitiu a qualificação imediata de Osmundo Pereira Lima e agilizou a localização de seus familiares residentes na região Oeste.

Corpo de Bombeiros e Politec realizam resgate e perícia necroscópica no local

Em razão das dificuldades de acesso ao ponto exato onde o corpo estava retido pela correnteza, uma equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar foi acionada. Os militares efetuaram o resgate do cadáver, trazendo-o até a margem para os primeiros levantamentos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Os peritos criminais realizaram a varredura de campo no entorno e a análise macroscópica preliminar no corpo da vítima. O sumário dos procedimentos iniciais de engenharia forense ficou estabelecido conforme o seguinte fluxo:

Órgão Atuante Procedimento Técnico Executado Objetivo da Ação Científica
Corpo de Bombeiros Resgate aquático e estabilização em solo Retirar a vítima das águas do Rio Guaporé sem causar novas avarias mecânicas ao tecido cutâneo.
Politec (Campo) Exame perinecroscópico preliminar Verificar a existência de rigidez cadavérica, marcas de amarras, perfurações de projéteis ou cortes.
IML Regional Necropsia detalhada em laboratório Avaliar as vias aéreas para constatar a presença de água nos pulmões (afogamento) ou lesões internas.

Polícia Civil aguarda laudo do IML para definir linha de investigação criminal

Após os trabalhos de campo, o corpo foi removido pelo rabecão e transladado ao Instituto Médico Legal (IML) de Pontes e Lacerda, onde passará por exames detalhados de toxicologia e anatomia patológica. A Delegacia de Polícia Civil local assumiu a condução do inquérito administrativo e aguarda a liberação dos laudos periciais da Politec — com prazo médio de conclusão de até 30 dias — para determinar a real causa material do óbito.

Até o fechamento desta reportagem, nenhuma linha de investigação, seja morte natural, queda acidental ou homicídio, foi formalmente descartada pelas autoridades policiais em Mato Grosso.

Reportagem baseada em registros de atendimento de acidentes da PRF, ordens de serviço do Corpo de Bombeiros e guias de necropsia da Politec de Pontes e Lacerda.

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