A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (16) a Operação Proditio em Araputanga, no Mato Grosso, para investigar e prender integrantes de uma facção criminosa suspeitos de atrair e matar uma adolescente de 16 anos. A ação mira os responsáveis diretos e os mandantes do crime, ocorrido em outubro de 2025, e resultou no cumprimento de ordens judiciais contra a célula do grupo na região.
Segundo a investigação, a jovem foi levada a uma residência no bairro Jardim Village, onde teve a morte decretada em um julgamento interno da facção. Após horas de agressões, ela foi estrangulada, e o corpo acabou localizado dois dias depois às margens do Rio Bugres. O caso mobilizou equipes da Polícia Civil desde a descoberta do corpo.
Apurações e provas reunidas
Conforme informações da Polícia Civil, o laudo necroscópico apontou asfixia mecânica por estrangulamento e registrou lesões compatíveis com violência sexual, além de múltiplos hematomas e sinais de defesa. Parte do crime foi registrada em vídeo e compartilhada entre integrantes da facção, elemento que reforçou a identificação dos envolvidos e a dinâmica da execução.
As apurações indicam que a ordem para matar a adolescente partiu de lideranças locais do grupo criminoso. A motivação estaria ligada a conflitos internos e à suspeita de envolvimento da vítima no desaparecimento de um integrante, em um contexto de punição e intimidação dentro da organização.
A investigação avançou com a análise de depoimentos, imagens e dados, permitindo à Polícia Civil mapear funções exercidas pelos suspeitos, desde a coordenação das ações até a aplicação das chamadas regras internas da facção na região.
Operação Proditio e próximos passos
Ao todo, foram expedidas 21 ordens judiciais pela Vara Única de Araputanga: 4 mandados de prisão preventiva, 3 internações provisórias, 7 buscas e apreensões e 7 quebras de sigilo de dados telemáticos. Os mandados são cumpridos em Araputanga e Jauru, com a participação de equipes da delegacia local e da Regional de Cáceres.
De acordo com a Polícia Civil, a operação busca desarticular a célula responsável pelo homicídio, apurar a cadeia de comando e responsabilizar todos os envolvidos, incluindo aqueles que ordenaram e apoiaram a execução. Os investigados devem responder por homicídio, tortura e ocultação de cadáver, conforme o avanço das diligências.
As investigações continuam com a análise do material apreendido e o cumprimento das medidas judiciais, enquanto a Polícia Civil mantém o foco no combate ao crime organizado na região. As informações foram divulgadas pela própria Polícia Civil, responsável pela condução do inquérito.
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