Pivetta vai ao STF e defende divisão igualitária dos royalties do petróleo para Mato Grosso

Governador de Mato Grosso participou de reunião no STF para discutir redistribuição dos royalties do petróleo, atualmente concentrados em estados produtores.

O governador em exercício, Otaviano Pivetta, cumpriu agenda estratégica no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para defender uma mudança histórica na distribuição dos recursos da União. Durante reunião com o ministro Cristiano Zanin nesta terça-feira (28), Pivetta reforçou a necessidade de redistribuição dos royalties do petróleo entre todos os estados brasileiros, visando o equilíbrio das contas públicas em Mato Grosso.

A comitiva contou com a presença dos governadores de Goiás e Roraima, além do procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, que acompanhou a fundamentação jurídica do pleito.

Justiça Federativa e Recursos Concentrados

Atualmente, os royalties — valores pagos pelas empresas para explorar petróleo e gás natural — estão concentrados majoritariamente nos estados produtores, como Rio de Janeiro e Espírito Santo. Mato Grosso faz parte de um grupo de 19 unidades federativas que, desde 2012, recebem apenas uma fração mínima desse montante.

Para Pivetta, o modelo atual gera distorções que precisam ser corrigidas pela Corte. “O petróleo é um patrimônio da União e hoje é distribuído de forma desigual para os estados brasileiros. Nossa luta é para que esses recursos cheguem de forma justa a quem também contribui para o desenvolvimento do país”, declarou o governador.

Ação Judicial e Próximos Passos

A discussão no STF gira em torno da constitucionalidade da lei que altera a partilha dos recursos, que segue suspensa por liminar há mais de uma década. O governo mato-grossense argumenta que a centralização de recursos fere o pacto federativo, impedindo investimentos em áreas prioritárias como educação, saúde e infraestrutura.

O ministro Cristiano Zanin, relator do caso, ouviu as demandas dos governadores e deve encaminhar o tema para julgamento em plenário nos próximos meses. A expectativa é que a decisão final possa destravar bilhões de reais para os estados que hoje são excluídos da maior parte da arrecadação.

Impacto para Mato Grosso

Caso a redistribuição seja aprovada, Mato Grosso poderá ter um incremento significativo em sua receita anual. Esses valores não têm vinculação obrigatória exclusiva, podendo ser aplicados conforme o planejamento estratégico do Executivo para reduzir desigualdades regionais e fortalecer a rede de serviços públicos.

A redação do CenárioMT acompanha a tramitação desta pauta jurídica em Brasília. Você acredita que os recursos do petróleo devem ser divididos igualmente entre todos os estados ou quem produz deve continuar com a maior parte da fatia? Deixe sua opinião nos comentários.

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