Pedreiro é morto a tiros horas após deixar a prisão em Sinop

João Ferreira da Silva, condenado pelo crime contra o menino Bruno em 2005, foi executado em frente a uma pousada após sair da penitenciária.

O pedreiro João Ferreira da Silva foi executado a tiros na manhã de quarta-feira, 10, em Sinop, menos de 24 horas depois de deixar a Penitenciária Osvaldo Ferreira Leite. O ataque ocorreu logo na entrada de uma pousada onde ele havia se instalado após receber liberdade.

Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, o homicídio aconteceu quando João apareceu na área externa do estabelecimento e foi surpreendido por dois homens mascarados. Ele morreu ainda no local, antes que qualquer socorro pudesse ser acionado.

Câmeras de segurança registraram toda a movimentação dos executores. As imagens mostram a dupla chegando a pé, encapuzada, e observando a recepção por alguns instantes. Em seguida, um dos suspeitos entra rapidamente no saguão, enquanto o outro se posiciona na parte externa. O vídeo mostra João saindo para a calçada e sendo imediatamente pressionado por um dos criminosos, que o empurra e aponta a arma a curta distância.

O segundo homem permanece logo atrás, dando cobertura. O atirador dispara várias vezes, sem chance de defesa para o pedreiro. Após os tiros, os dois fogem na mesma direção por onde chegaram. A dinâmica reforça, conforme a Polícia Civil, que a ação foi planejada e executada de maneira rápida.

João havia deixado a prisão no dia anterior. De acordo com a corporação, ele cumpria pena pelo estupro e assassinato do menino Bruno Aparecido dos Santos, crime ocorrido em 2005 e que repercutiu amplamente à época em Mato Grosso. O corpo da criança, desaparecida em outubro daquele ano, foi encontrado enterrado em uma cova rasa no quintal de João, sem roupas e com as mãos amarradas.

O caso veio à tona depois que João tentou violentar outra criança, de 12 anos. Foi essa segunda tentativa que levou à prisão dele e abriu caminho para novas buscas relacionadas ao desaparecimento de Bruno. Durante as investigações, surgiram indícios que o ligavam diretamente ao primeiro crime, e ele acabou confessando ter abusado e matado o menino. A Justiça o condenou em 2008 a 42 anos de prisão pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

Investigação sobre a execução

A Polícia Civil informou que trabalha para identificar os autores e a motivação da execução. A equipe responsável já colheu depoimentos e analisa as gravações das câmeras da pousada. Até o momento, a corporação não divulgou linhas de investigação ou possível relação entre o passado criminal de João e o atentado desta quarta-feira.

Os investigadores devem seguir com análise de imagens, ouvir funcionários da pousada e buscar informações sobre a rotina de João após deixar a prisão. A expectativa é que novas diligências ajudem a esclarecer quem ordenou ou participou diretamente da ação. As informações são da Polícia Civil.

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