Operação Desmonte foi deflagrada na manhã desta terça-feira (27), conforme divulgado pela Polícia Civil de Mato Grosso, para desarticular uma facção criminosa suspeita de sequestrar e executar um adolescente de 14 anos no município de Cocalinho. A ação cumpriu 15 ordens judiciais — oito mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão — expedidas pela 1ª Vara Criminal de Água Boa, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Cocalinho.
Conforme apurado pela reportagem junto à Polícia Civil, o grupo é investigado por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. As diligências identificaram vínculos orgânicos entre os suspeitos e uma facção criminosa atuante na região, além de indícios robustos de divisão de tarefas no planejamento e execução do crime.
Contexto da investigação
A Operação Desmonte integra a operação Inter Partes, eixo do programa estadual Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, que intensificou ações de repressão qualificada em todo o Estado. Segundo nota oficial da Polícia Civil, o objetivo é interromper o ciclo de violência e reduzir a atuação de células locais de organizações criminosas.
Sequestro e execução do adolescente
O crime ocorreu em 28 de outubro, quando o adolescente Lhyverson Nhatan da Silva Rodrigues desapareceu após chegar a Cocalinho com a família. De acordo com a investigação, o jovem realizou ligações por meio de uma rede social e saiu de casa para encontrar uma pessoa, não retornando em seguida.
Após semanas de apuração, a Polícia Civil localizou o corpo da vítima enterrado em cova rasa na zona rural do município, em área de mata isolada. As vestes e demais elementos confirmaram a identidade do adolescente, segundo laudos e registros oficiais.
As investigações indicam que a execução seguiu o padrão conhecido como “tribunal do crime”, prática associada a facções criminosas em disputas internas ou territoriais. A motivação estaria ligada a uma guerra entre facções, hipótese sustentada por depoimentos e análises de inteligência policial.
Dinâmica do crime
- Atração da vítima por meio de perfil falso em rede social;
- Sequestro e condução a uma área rural isolada;
- Submissão ao chamado tribunal do crime;
- Execução e ocultação do corpo em cova rasa;
- Destruição de vestígios materiais.
Alvos e estrutura da facção
Entre os alvos está um investigado apontado como “disciplina” da facção, função de alta hierarquia responsável por aplicar punições, coordenar execuções e manter a ordem interna do grupo. Há ainda denúncias de envolvimento do suspeito em extorsões contra comerciantes de Cocalinho.
Outros investigados possuem histórico criminal e ligação com crimes semelhantes, incluindo homicídios e ocultação de cadáveres, segundo registros policiais.
O delegado responsável, Carlos Alberto Silva, afirmou em declaração oficial que a investigação demonstra um padrão reiterado de atuação criminosa. “A ação policial não se limita a este caso específico. Ela desarticula uma célula local que vinha praticando execuções, torturas e ocultações de cadáveres de forma sistemática”, disse.
Impacto e próximos passos
A Operação Desmonte representa, segundo a Polícia Civil, um marco no enfrentamento às facções em Cocalinho e região. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização penal, conforme previsto na legislação brasileira.
Reportagem baseada em informações oficiais da Polícia Civil de Mato Grosso e da Delegacia de Cocalinho.
Box informativo
- Operação: Desmonte
- Órgão responsável: Polícia Civil de Mato Grosso
- Crimes investigados: Homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver
- Município: Cocalinho (MT)
Para acompanhar desdobramentos e entender como essas ações impactam a segurança pública local, continue acompanhando a cobertura.
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