Mato Grosso registrou entre agosto de 2025 e janeiro de 2026 o menor volume de áreas sob alerta de desmatamento dos últimos dez anos: 321 km². O número representa uma queda de 50% em relação à média histórica do mesmo período na última década, que foi de 639 km².
Os dados são do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram divulgados nesta quinta-feira (12). O levantamento acompanha, mês a mês, as áreas que entram em alerta para possível supressão de vegetação nativa.
Na comparação direta com o mesmo intervalo do ano anterior, a retração foi de 38%, conforme destacou o secretário de Estado de Meio Ambiente em exercício, Alex Marega. Segundo ele, os números indicam que o Estado mantém uma trajetória consistente de redução quando confrontado com a média dos últimos dez anos.
O histórico recente ajuda a dimensionar o cenário. O maior pico de áreas sob alerta nos últimos seis meses de cada ano foi registrado em 2023, com 1.030 km². Em 2024, o volume caiu para 448 km². No ano seguinte, houve leve alta para 516 km². Agora, em 2026, o índice atinge o menor patamar da série, com 321 km².
O que explica essa oscilação ao longo dos anos? De acordo com Marega, a estratégia adotada pelo governo estadual tem foco na fiscalização e na responsabilização de ilícitos ambientais. Ele afirma que o empenho em garantir o cumprimento das normas vigentes tem sido determinante para conter o avanço do desmatamento.
O secretário também aponta instrumentos complementares como parte do pacote de ações. Entre eles, estão os mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e iniciativas voltadas à valorização da floresta em pé. A proposta é criar incentivos para que a vegetação nativa seja mantida, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.
Os dados do Deter funcionam como alerta preliminar e orientam operações de fiscalização em campo. A partir dessas informações, os órgãos ambientais conseguem direcionar equipes e intensificar o monitoramento em pontos considerados sensíveis.
Com o novo balanço, o Estado passa a ter o menor índice da década no período analisado, reforçando o discurso oficial de que as medidas adotadas vêm surtindo efeito. A tendência para os próximos meses dependerá da continuidade das ações de controle e do acompanhamento permanente por parte dos órgãos responsáveis, conforme informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente com base nos dados do Inpe.
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