Ministério Público de Mato Grosso destina R$ 2,2 milhões para segurança, meio ambiente e projetos sociais em Pontes e Lacerda

A causa animal ganhou fôlego com o apoio à ALPAS, financiando projetos de resgate, acolhimento e castração.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Pontes e Lacerda, destinou mais de R$ 2,2 milhões para projetos sociais, ambientais e de segurança pública ao longo de 2025. Os recursos são provenientes de acordos judiciais e Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), transformando multas e penalidades cíveis em benefícios diretos para a comunidade.

Do total destinado, cerca de R$ 1,8 milhão já foi efetivamente pago, contemplando iniciativas cadastradas no Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre), o que garante a transparência e a rastreabilidade de cada centavo aplicado.

A segurança concentrou a maior fatia dos recursos, com foco na modernização das forças policiais e do Corpo de Bombeiros. O Conselho de Segurança Pública de Pontes e Lacerda (Conseg) aplicou os valores na reforma de unidades, construção de bases operacionais e aquisição de equipamentos para o combate ao tráfico e crimes na região de fronteira com a Bolívia. Em Cáceres, o recurso viabilizou a compra de embarcações e o apoio ao projeto Agente Jovem Ambiental.

A causa animal ganhou fôlego com o apoio à ALPAS, financiando projetos de resgate, acolhimento e castração. Na área ambiental, o destaque foi o fortalecimento do Viveiro de Mudas da Unemat e o projeto “Plante uma Árvore”, dos Amigos do Guaporé, focados no reflorestamento e na educação ecológica.

O investimento também chegou às instituições que cuidam dos públicos mais vulneráveis:

  • Infraestrutura: Reformas e ampliações no Lar dos Idosos Irmã Afonsina, no Lar de Apoio à Criança e no salão de eventos da Apae.
  • Educação e Permanência: Melhoria nas moradias estudantis da Unemat para alunos de baixa renda e reestruturação do refeitório da Escola Militar Tiradentes.
  • Esporte Social: Apoio a projetos de Judô, Karatê e Jiu-Jitsu Educacional, utilizando a disciplina das artes marciais como ferramenta de inclusão.

Segundo a promotora Mariana Batizoco Silva Alcântara, o objetivo é fortalecer a rede de instituições locais para que as melhorias estruturantes permaneçam no município a longo prazo.

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