Desde 2015, Mato Grosso integra a rede internacional de pesquisa clínica por meio do Centro de Pesquisa da Oncolog.
A unidade é a única da região Centro-Oeste a possuir a certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), selo que atesta a qualidade e segurança dos processos.
Atualmente, o centro desenvolve 13 estudos clínicos em colaboração com farmacêuticas globais, como AstraZeneca, Janssen e AstraZeneca, focados no desenvolvimento de novas terapias para o tratamento do câncer.
A unidade conduz protocolos de pesquisa em áreas específicas da oncologia, incluindo câncer de mama, mieloma múltiplo, linfoma difuso de grandes células B e câncer cervical localmente avançado. Essas atividades são realizadas em parceria com organizações de pesquisa e patrocinadores internacionais, como a IQVIA e o HCor.
Segundo o oncologista Dr. André Crepaldi, fundador da instituição, a pesquisa clínica permite a capacitação da equipe local em padrões internacionais e possibilita que pacientes acessem tratamentos inovadores antes de sua disponibilização comercial no Brasil.
Critérios de participação e acompanhamento técnico
A participação de pacientes nos estudos segue normas éticas e científicas rígidas. A coordenadora de pesquisa clínica, Darlleny Yvone Maciel Dantas, explica que o recrutamento exige o cumprimento de critérios de elegibilidade altamente específicos. O processo inclui:
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Triagem detalhada: Avaliação clínica para verificar se o paciente se enquadra no perfil do estudo.
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Consentimento informado: Documento que garante a transparência sobre os riscos e benefícios antes da inclusão.
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Monitoramento multidisciplinar: Acompanhamento estruturado por médicos, psicólogos e equipe técnica.
Descentralização da pesquisa clínica no Brasil
A presença de um centro de alta complexidade em Cuiabá contribui para a descentralização da pesquisa científica no país. Anteriormente, o acesso a protocolos experimentais de ponta ficava restrito aos grandes centros urbanos do Sudeste ou ao exterior.
A consolidação da unidade em Mato Grosso reduz a necessidade de deslocamento dos pacientes e fortalece a infraestrutura de saúde local, estabelecendo o estado como um polo estratégico para o avanço da medicina oncológica nacional.
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