O cenário socioeconômico de Mato Grosso apresentou um avanço significativo nos últimos dois anos. De acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o estado registrou um crescimento de 9,79 pontos percentuais no contingente de pessoas pertencentes às classes A, B e C entre 2022 e 2024.
Com essa evolução, a parcela da população inserida nessas faixas de renda saltou de 79,91% para 87,69%.
Esse movimento reflete uma tendência observada em todo o Brasil. No âmbito nacional, o estudo aponta que 17,4 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza e passaram a integrar estratos econômicos mais elevados no mesmo período, o que representa um aumento de 8,44 pontos percentuais na média do país.
Fatores que impulsionaram a ascensão econômica
Especialistas e gestores públicos atribuem essa mudança a uma combinação de fatores estruturais e sociais:
- Renda do Trabalho: O fortalecimento do mercado de trabalho foi um dos principais motores para o aumento do poder de compra das famílias.
- Políticas Públicas: A integração de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), garantiu uma base de segurança financeira.
- Acesso a Oportunidades: Iniciativas voltadas à educação, oferta de crédito e incentivo ao empreendedorismo permitiram que beneficiários de programas sociais pudessem ascender à classe média.
Para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, os resultados comprovam que as políticas de assistência não funcionam isoladamente, mas servem como uma “porta de saída” para a pobreza ao conectar os cidadãos ao setor produtivo.
Mato Grosso, com sua economia dinâmica, destacou-se nesse processo, superando a média nacional de crescimento das classes de maior renda.
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