Mato Grosso na contramão do Brasil: Comércio e serviços disparam no 1º trimestre de 2026

Enquanto o cenário nacional apresenta números moderados, Mato Grosso inicia 2026 consolidando sua posição como um dos principais motores econômicos do país. Dados recentes do IBGE apontam que o varejo ampliado no estado saltou 8,6% no primeiro trimestre, superando com folga a média brasileira de 1,9%.

A recuperação, que já vinha sendo sentida desde o ano passado, mostra um estado em ritmo acelerado, não apenas no campo, mas também nos balcões das lojas e no setor de serviços. Para o presidente da FCDL Mato Grosso, David Pintor, os números refletem uma combinação de confiança do consumidor e a resiliência característica do setor produtivo mato-grossense.

Setores em alta: Serviços e Indústria surpreendem

O dinamismo de Mato Grosso não se restringiu ao comércio. O estado registrou um avanço expressivo de 10,8% no volume de serviços prestados — quase cinco vezes a média nacional — e uma alta de 5,3% na produção industrial.

A diversificação econômica fica clara quando observamos os números do Caged: apesar de um ajuste pontual em março, o primeiro trimestre de 2026 encerrou com um saldo robusto de 22.106 novas vagas formais. O setor de serviços liderou essa geração de renda, seguido pelo agronegócio e pela construção civil.

Exportações: O poder de Mato Grosso para o mundo

O desempenho das exportações segue impressionante. Com um crescimento de 27,4% entre janeiro e abril de 2026, o estado movimentou US$ 11,7 bilhões. A soja continua sendo a protagonista da pauta, representando 52,4% do total vendido ao mercado externo, com a China consolidada como principal parceira comercial.

Comercio

Cautela: O alerta para o crédito e inadimplência

Nem tudo é expansão desenfreada. O setor econômico monitora de perto dois indicadores que exigem atenção dos empresários e das famílias mato-grossenses:

  • Desaceleração do crédito: O ritmo das operações bancárias perdeu fôlego no último mês.
  • Inadimplência: O índice de atrasos acima de 90 dias para pessoas físicas alcançou 6,2%, um sinal de alerta que pede cautela no planejamento financeiro.

“O equilíbrio financeiro das famílias e das empresas será fundamental para mantermos esse ritmo de crescimento sustentável ao longo de 2026”, ressalta David Pintor.

O cenário mostra um estado com fundamentos fortes, mas que agora entra em uma fase de gestão prudente, focada em manter o ritmo de crescimento sem comprometer a saúde financeira do setor produtivo.


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