O estado de Mato Grosso registrou a abertura de 5.766 vagas de trabalho formal com carteira assinada no mês de julho, conquistando o segundo maior saldo positivo em todo o Brasil, de acordo com as estatísticas oficiais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No ranking nacional, o território mato-grossense ficou atrás apenas do estado de São Paulo, que liderou com 17.814 postos criados.
Conforme o detalhamento dos dados do Caged, o resultado estadual foi fruto de 61.174 admissões contra 55.408 desligamentos formais ocorridos ao longo do mês. O desempenho expressivo consolidou o estado em posição de destaque na geração de empregabilidade no cenário nacional.
Desempenho por Setores Econômicos
A expansão do mercado de trabalho mato-grossense foi puxada majoritariamente pelo setor primário e por serviços essenciais:
- Agropecuária: Liderou de forma absoluta a abertura de postos formais no estado, registrando um saldo positivo de 3.377 vagas em julho.
- Serviços e Indústria: O setor de serviços ocupou a segunda colocação com 1.406 novas vagas, seguido de perto pela indústria, que abriu 1.095 postos de trabalho.
- Construção Civil e Comércio: A construção civil encerrou o período com saldo positivo de 191 empregos, enquanto o comércio foi o único segmento a apresentar resultado negativo, com 303 desligamentos líquidas a mais que as contratações.
Panorama Nacional e Desaceleração
Na comparação entre as unidades da Federação, Mato Grosso superou estados economicamente tradicionais, ficando atrás apenas de São Paulo (17.814) e à frente de Minas Gerais, que registrou saldo positivo de 5.199 postos. Ao todo, 22 estados registraram saldo positivo no país, enquanto cinco apresentaram resultados negativos, com destaque para o Espírito Santo (-2.605) e o Rio Grande do Sul (-903).
O resultado estadual na ponta positiva contrasta com o cenário de desaceleração do mercado de trabalho formal brasileiro em julho, que criou 58.568 vagas — uma retração de 57,3% em relação a junho. No acumulado de janeiro a julho de 2026, o Brasil soma 972.203 novos postos de trabalho formais.
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