Mato Grosso consolida sua posição como um dos principais polos de atração populacional do Brasil. Segundo as estimativas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28), a população do estado saltou de 3.893.659 para 3.950.330 habitantes entre 2025 e 2026.
O avanço de 1,46% coloca o território mato-grossense no 3º lugar nacional em ritmo de expansão, atrás somente de Roraima (3,01%) e Santa Catarina (1,54%).
O desempenho destoa da dinâmica do país, que segue em processo de desaceleração demográfica. O Brasil atingiu a marca de 214,2 milhões de moradores, registrando uma taxa de crescimento de apenas 0,37% no período.
Cuiabá lidera no estado e interior impulsiona expansão
Capital e cidade mais populosa de Mato Grosso, Cuiabá alcançou 698.917 habitantes após crescer 1,02% no último ano. Na sequência, Várzea Grande (323.172) e Rondonópolis (268.202) completam o pódio das maiores cidades.
No interior, o dinamismo econômico do agronegócio reflete no adensamento das médias cidades do eixo norte e médio-norte:
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Sinop: 231.452 moradores;
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Sorriso: 128.727 moradores;
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Tangará da Serra: 116.637 moradores;
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Lucas do Rio Verde: 99.291 moradores;
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Primavera do Leste: 99.053 moradores.
Os extremos demográficos e a realidade do Centro-Oeste
Enquanto os polos agroindustriais e a região metropolitana avançam, o estado também abriga realidades opostas. A pequena Araguainha, a 471 km da capital, soma apenas 989 habitantes e ocupa a 4ª posição entre os municípios menos populosos de todo o país — lista liderada por Serra da Saudade (MG), com 857 moradores.
Mesmo com a alta atratividade de Mato Grosso e Goiás, o Centro-Oeste permanece como a região menos populosa do Brasil, somando 17,4 milhões de pessoas (8,1% do total nacional), bem distante do Sudeste, que concentra 41,6% dos brasileiros.
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