Força-tarefa e tecnologia garantem redução histórica de incêndios florestais em Mato Grosso

Apesar dos resultados positivos, alcançados mesmo em um mês historicamente marcado pela forte estiagem como setembro, o alerta permanece ligado.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) apresentou um balanço das ações de combate a incêndios florestais, revelando que o estado registrou o menor índice da série histórica de ocorrências em julho, agosto e setembro, desde 1998.

Os dados foram detalhados em uma reunião na Assembleia Legislativa, onde estiveram presentes o comandante-geral do CBMMT, coronel Flávio Gledson Vieira Bezerra, e o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais.

Apesar dos resultados positivos, alcançados mesmo em um mês historicamente marcado pela forte estiagem como setembro, o alerta permanece ligado.

O coronel Gledson indicou que a previsão de chuvas abaixo da média para outubro exige a manutenção da mobilização em todo o território mato-grossense.

Ações e estrutura mobilizada em 2025 em Mato Grosso

O comandante-geral revelou que a força-tarefa deste ano mobilizou uma operação robusta:

  • Atendimentos: 2.349 ocorrências.
  • Recursos Aéreos: 589 horas de voo, com o uso de 4,2 milhões de litros de água.
  • Efetivo Diário: Aproximadamente 590 pessoas, incluindo 1.088 militares, 150 brigadistas estaduais e 90 municipais.
  • Equipamentos: Um helicóptero, 28 maquinários pesados, dois tratores e a locação de 80 viaturas.

O sucesso na redução dos índices é atribuído ao fortalecimento da integração e à participação dos produtores rurais, que atuaram de forma organizada dentro do sistema lançado pelo Corpo de Bombeiros, somando recursos à tecnologia e investimentos estaduais.

Preparativos e inovações para o próximo ciclo

Com foco na prevenção a longo prazo, o CBMMT anunciou novas ações que serão implantadas no plano de 2025:

  • Educação Ambiental: Criação de um programa de educação em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o setor privado.
  • Prevenção em Terras Indígenas: Estabelecimento de um programa de reeducação com metodologia de recompensa baseada em resultados para combater índices alarmantes de ocorrências nessas áreas.
  • Priorização de Áreas: Condução de um estudo em unidades de conservação e em 70 municípios para identificar áreas prioritárias de intervenção e combate.

O coronel Gledson enfatizou a importância de a população não utilizar fogo durante o período proibitivo, já que os infratores continuam sendo autuados, multados e detidos pelas autoridades.

A Comissão de Meio Ambiente da ALMT, que recebeu os comandantes, informou que está realizando uma avaliação aprofundada do panorama de combate aos incêndios no Pantanal, Amazônia e Cerrado, visando aprimorar os preparativos para os próximos meses.

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