Oficinas definem plano ambiental para uso da água em MT

Encontros em Diamantino e Tangará da Serra reuniram poder público e sociedade civil para construir plano de educação ambiental focado na proteção dos recursos hídricos.

Oficinas realizadas nos municípios de Diamantino e Tangará da Serra concluíram, na sexta-feira 30 de janeiro, a etapa participativa de construção do plano de educação ambiental voltado à proteção e ao uso responsável da água em Mato Grosso. A iniciativa reuniu cerca de 60 pessoas entre gestores públicos e representantes da sociedade civil.

A programação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, em parceria com a Fundação CSN, e teve como foco a elaboração de instrumentos educativos para o cuidado com os recursos hídricos, especialmente em áreas estratégicas das bacias hidrográficas do estado.

Os trabalhos começaram na quarta-feira, em Diamantino, com uma oficina dedicada à construção coletiva do Programa de Educação Ambiental. O objetivo central foi fortalecer ações de conscientização e preservação das águas que nascem nas cabeceiras do rio Paraguai, região considerada sensível para o equilíbrio ambiental.

Ao longo das discussões, participantes apresentaram percepções locais sobre os desafios enfrentados pelas comunidades no cuidado com os recursos naturais. Como transformar hábitos cotidianos? Quais ações educativas podem gerar impacto real no território? Esses pontos nortearam o debate conduzido pela equipe técnica da Sema.

Na sexta-feira, a programação avançou para Tangará da Serra, onde ocorreu uma oficina em parceria com o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Sepotuba. Nesse encontro, gestores e representantes da sociedade civil discutiram a elaboração do Plano de Educação Ambiental em Recursos Hídricos das Unidades de Planejamento e Gerenciamento do Alto Paraguai Médio e do Alto Paraguai Superior.

Segundo a superintendente de Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão, Juliana Carvalho, a proposta da construção participativa permite que o plano reflita a realidade das comunidades envolvidas. Ela destacou que são os moradores dos territórios que conhecem de perto as necessidades, dificuldades e expectativas relacionadas à preservação da água.

O presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Sepotuba, Ibrahim Fantin, afirmou que a iniciativa atende a uma demanda antiga do grupo. De acordo com ele, o planejamento permitirá definir ações prioritárias, identificar os pontos críticos e mapear os atores que precisam ser envolvidos para ampliar o alcance das atividades educativas.

Fantin ressaltou ainda que a educação ambiental precisa ser inclusiva para mobilizar diferentes setores da sociedade e fortalecer a gestão compartilhada dos recursos hídricos. Para os participantes, o plano representa um passo concreto para alinhar educação, preservação e participação social.

Conforme informações da Superintendência de Educação Ambiental e Atendimento ao Cidadão, o próximo desdobramento será a realização de um seminário em Cuiabá, com a participação dos Comitês de Bacia Hidrográfica dos rios Cabaçal, Sepotuba e Alto Paraguai Superior. O evento, previsto para o segundo semestre de 2026, marcará o lançamento oficial do plano construído durante as oficinas.

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