Assassino enterra esposa no quintal e usa redes sociais para simular desaparecimento em Cuiabá

Homem preso por matar a esposa em Cuiabá divulgou cartaz e áudio nas redes sociais para tentar despistar as investigações da Polícia Civil.

Um caso de extrema crueldade e dissimulação chocou a Capital nesta semana. Jackson Pinto de Souza foi preso após confessar ter assassinado a esposa, Nilza Moura de Souza, e ocultado o corpo no quintal da residência do casal, no bairro Parque Cuiabá. Para despistar as autoridades, o criminoso chegou a criar cartazes de desaparecimento e divulgar áudios pedindo ajuda.

O corpo da vítima foi localizado pela Polícia Civil na terça-feira (5), enterrado sob uma estrutura que o suspeito alegava ser uma obra de saneamento.

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A farsa do desaparecimento

Logo após o crime, Jackson iniciou uma encenação para tentar construir um álibi. Ele registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento e procurou a Delegacia de Estelionato, alegando que estava sendo extorquido por supostos sequestradores que estariam com sua esposa.

Nas redes sociais, o feminicida compartilhou um áudio dramático onde afirmava que a situação “não era trote” e pedia que as pessoas não ligassem para ele, para manter a linha livre para “informações reais”. Segundo a investigação, toda a movimentação digital servia apenas para desviar o foco da polícia de dentro da própria casa do casal.

Crime premeditado e ocultação

A perícia técnica revelou detalhes brutais da execução. Nilza foi morta por estrangulamento com o uso de abraçadeiras de nylon, conhecidas popularmente como “enforca-gato”. Após o assassinato, Jackson colocou o corpo no porta-malas do carro e, de forma premeditada, contratou uma empresa para escavar um buraco no imóvel, sob a falsa justificativa de instalar uma manilha de esgoto.

Foi nesse local que ele enterrou a esposa, acreditando que a obra de engenharia esconderia o crime em definitivo.

Contradições e Confissão

O plano começou a ruir durante o depoimento do suspeito. Investigadores da Polícia Civil identificaram contradições graves entre as postagens feitas por Jackson e os horários registrados em câmeras de segurança e dados telefônicos.

Pressionado por novas diligências realizadas na residência, o homem acabou confessando o crime e indicando o ponto exato onde havia enterrado o corpo. Jackson passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (6) no Fórum de Cuiabá e teve a prisão mantida.

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