O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT) realizou, nesta segunda-feira (2), sua primeira reunião ordinária de 2026, marcando o início de um novo ciclo de gestão. O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, foi eleito presidente do comitê para o biênio 2026–2027, sucedendo Francisco Lopes (PGE). A eleição reforça o sistema de revezamento entre as instituições que compõem o grupo — MPMT, CGE, PGE, Sefaz e Sesp — e mantém o foco na repressão qualificada a crimes tributários e na inteligência fiscal.
Desde sua criação em 2015, o Cira-MT consolidou-se como uma ferramenta vital para o equilíbrio das contas públicas, tendo recuperado cerca de R$ 3 bilhões. Esses recursos foram fundamentais para viabilizar obras estruturantes em Mato Grosso, como a modernização da BR-163 e a construção de hospitais regionais. Em 2025, o comitê executou 11 operações que resultaram na recuperação de R$ 132 milhões, além de obter ordens judiciais de bloqueio de bens e sequestro de ativos que ultrapassaram a marca de R$ 500 milhões.
Para o biênio que se inicia, a diretriz central será o investimento em inteligência de dados. A secretária-geral do Cira, Anne Karine Wiegert, destacou a necessidade de modernizar a estrutura para enfrentar crimes fiscais cada vez mais complexos, que utilizam bancos digitais e estruturas corporativas sofisticadas para ocultação de patrimônio. Além da repressão, o comitê continuará avançando em soluções autocompositivas, buscando resoluções consensuais que garantam segurança jurídica ao contribuinte e celeridade ao Estado.
A integração entre os órgãos foi apontada por todos os secretários presentes como o diferencial de Mato Grosso no cenário nacional. Ao unir a força investigativa da Polícia Civil (Defaz), o rigor jurídico da PGE e a expertise técnica da Sefaz e CGE sob a coordenação do Ministério Público, o Cira assegura que o patrimônio público seja protegido. As estratégias debatidas na reunião agora serão convertidas em planos de ação específicos, garantindo que o combate à sonegação continue sendo um pilar para o financiamento de políticas públicas essenciais.
Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.