Conforme divulgado pela Polícia Civil de Mato Grosso, a manhã desta terça-feira (7) marcou a deflagração da Operação Coroa Quebrada, destinada a desarticular uma facção criminosa que atua em Cáceres e região. Ao todo, 21 ordens judiciais foram cumpridas, incluindo quatro prisões preventivas e 17 buscas e apreensões, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 após manifestação favorável do Ministério Público de Cáceres.
As ações ocorreram simultaneamente nas cidades de Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum. Entre os alvos está uma mulher apontada como líder da organização, atualmente detida na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Segundo a investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cáceres, com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) de Cuiabá, o grupo conta com estrutura hierarquizada e pelo menos 28 integrantes.
Contexto e atuação da facção
A facção possui funções específicas entre seus membros, voltadas principalmente ao tráfico de drogas, homicídios qualificados e disputa territorial com grupos rivais. A líder, conhecida pelo apelido de “Princesa”, exercia comando direto sobre execuções, distribuição de armas e punições dentro do grupo, mantendo contato com superiores mesmo durante sua detenção.
Outros integrantes cumpriam papéis diversos, incluindo:
- Armeiros: responsáveis por fornecer armas e munições;
- Executores: operavam sob ordens da líder para homicídios;
- Logísticos: gerenciavam a distribuição de drogas e armas;
- Roubo de veículos: captados em benefício da organização criminosa.
O delegado Fabrício Alencar, da Draco de Cáceres, destacou a sofisticação do grupo: “A estrutura demonstra periculosidade, com utilização de aplicativos de mensagens para coordenar ataques e ordenar execuções.”
Operações estratégicas
O nome da operação, Coroa Quebrada, faz referência à desarticulação da liderança feminina, conhecida como “Princesa”. Ela integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, chamado Operação Pharus, vinculado ao Programa Tolerância Zero, que visa o combate a facções criminosas em todo o Estado.
Além disso, a ação está conectada à Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A rede reúne delegados e promotores de todo o país para traçar estratégias de inteligência e promover um enfrentamento duradouro à criminalidade organizada.
Conforme apurado, a Polícia Civil reforça que a continuidade das operações visa proteger a população local, reduzir a violência e desmantelar o tráfico de drogas, mantendo vigilância sobre os remanescentes da facção.
Reportagem baseada em Polícia Civil de Mato Grosso e Ministério Público de Cáceres.
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