Uma megaoperação integrada foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (27) para desarticular uma organização criminosa com forte atuação na região de fronteira. A Operação Codinomes mobilizou mais de 140 agentes das forças de segurança para o cumprimento de 22 ordens judiciais em cinco cidades de Mato Grosso.
A ação ocorre simultaneamente em Cuiabá, Cáceres, Mirassol D’Oeste, Várzea Grande e Primavera do Leste, tendo como alvo uma facção envolvida em tráfico de entorpecentes e homicídios.
Estrutura hierarquizada e o papel da “Princesa”
As investigações, iniciadas em julho de 2025 pela Draco e pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira, revelaram um grupo de aproximadamente 35 pessoas com funções bem definidas. Ao todo, os policiais identificaram 32 pontos de venda de drogas apenas no município de Cáceres.
Um dos alvos centrais é uma mulher conhecida pelo apelido de “Princesa”. Segundo a apuração, ela atuaria como gerente regional da facção, coordenando as atividades criminosas mesmo diante de investigações anteriores. O nome da operação, inclusive, faz referência ao uso sistemático de apelidos para dificultar a identificação dos membros pelas autoridades.
Ordens vindas de dentro dos presídios
O inquérito aponta que a cúpula da organização, mesmo custodiada no sistema penitenciário, mantinha o controle das operações nas ruas. Presos repassavam ordens diretas para o monitoramento de facções rivais e controle territorial.
O grupo mantinha um esquema de vigilância por meio de vídeos e fotos enviados em tempo real, permitindo que as lideranças acompanhassem a movimentação de viaturas policiais e de rivais nos bairros periféricos.
Integração Total: Do Exército ao Bope
A Operação Codinomes destaca-se pela alta integração entre as instituições:
- Polícia Civil: 64 agentes de unidades especializadas;
- Polícia Militar: 40 militares, incluindo Bope, Rotam e Força Tática;
- Exército Brasileiro: 23 militares do Comando de Fronteira Jauru;
- Polícia Penal: 15 servidores na fiscalização das unidades prisionais.
A ofensiva integra a Operação Pharus, parte do programa estadual Tolerância Zero contra as Facções Criminosas, e conta com o suporte da Rede Nacional de Unidades Especializadas (Renorcrim), vinculada ao Ministério da Justiça.
A redação do CenárioMT acompanha o balanço de prisões e apreensões ao longo do dia. Você acredita que a presença do Exército nas operações de segurança pública ajuda a intimidar o crime organizado na fronteira? Deixe sua opinião nos comentários.
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