Assembleia Legislativa debate políticas para ampliar presença feminina na ciência em Mato Grosso

Evento na Assembleia destacou desafios e políticas para fortalecer a presença feminina nas pesquisas e na inovação.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) sediou, nesta quarta-feira (11), um debate estratégico em celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. O evento, realizado no Auditório Milton Figueiredo e proposto pelo deputado estadual Carlos Avallone, reuniu pesquisadoras, gestoras e acadêmicas para discutir os entraves e as soluções para a equidade de gênero na produção científica regional. O parlamentar enfatizou que o fortalecimento da presença feminina no setor é um motor essencial para a inovação e o desenvolvimento socioeconômico do estado.

A condução dos trabalhos ficou a cargo da suplente Sheila Klener, geóloga e servidora pública, que destacou a importância de transformar o Parlamento em um canal de escuta ativa para as demandas das cientistas mato-grossenses.

Segundo ela, o objetivo é converter as dificuldades relatadas em políticas públicas concretas que garantam que o acesso de mulheres a áreas de decisão e pesquisa resulte em uma diversidade de pensamento necessária para solucionar problemas complexos da sociedade.

O ponto alto do encontro foi a roda de conversa promovida pelo Coletivo de Mulheres nas Ciências Ambientais da UFMT, com a participação do IFMT e da Secitec. As especialistas debateram as barreiras invisíveis que dificultam a ascensão de mulheres a cargos de liderança, especialmente nas chamadas áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), historicamente dominadas por homens. Foram discutidos protocolos de acolhimento contra a violência de gênero no ambiente acadêmico e a necessidade urgente de mecanismos que ajudem a conciliar a maternidade com a produtividade científica.

Além dos desafios, as participantes apontaram a articulação entre as universidades e as escolas de base como o caminho para inspirar novas gerações. Instituída pela ONU em 2015, a data de 11 de fevereiro serve como um lembrete global de que a ciência não pode prescindir do talento feminino.

O debate na ALMT reforçou que, para Mato Grosso avançar na inovação tecnológica, é preciso investir em redes de apoio e em uma cultura institucional que valorize e proteja a trajetória das mulheres desde o ingresso na iniciação científica até o topo da carreira acadêmica.

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