Cresce o uso do canabidiol no esporte brasileiro para controle de dor e sono

Com mercado de R$ 901 milhões, substância ganha adeptos no futebol. Especialista explica como o CBD acelera a volta aos gramados e os cuidados com o doping.

O Uso do canabidiol no esporte brasileiro atravessa uma fase de consolidação. Estimativas apontam que mais de 800 mil atletas no país já utilizam ou são potenciais usuários de produtos à base de cannabis. No futebol, onde a incidência de lesões atinge um terço dos jogadores, o CBD surge como alternativa aos anti-inflamatórios tradicionais, que podem trazer riscos à saúde se usados de forma recorrente.

Segundo o médico Dr. Adam de Lima Alborta, o CBD atua diretamente em frentes que decidem competições:

  1. Controle da Dor: Modula a inflamação e reduz a incapacidade funcional após treinos intensos.

  2. Qualidade do Sono: Reduz a hiperexcitação do sistema nervoso, permitindo um descanso profundo, essencial para a regeneração celular.

  3. Saúde Mental: Auxilia no controle da ansiedade pré-competição sem causar efeitos psicoativos ou prejuízos cognitivos.

⚠️ O RISCO INVISÍVEL DO DOPING

Apesar de permitido pela Agência Mundial Antidoping (WADA), o uso do CBD exige cautela extrema. Dr. Adam alerta que o risco não está no canabidiol isolado, mas na pureza do produto.

  • O Perigo do THC: Produtos sem controle rigoroso podem conter traços de THC (substância proibida), o que pode levar a resultados positivos em testes de doping.

  • Prescrição Médica: A Anvisa regulamentou o uso (RDCs 327/2019 e 335/2020), mas o acompanhamento profissional é indispensável para garantir que o suplemento seja rastreável e seguro para o atleta profissional.

“O CBD é uma ferramenta de pós-esforço que ajusta o equilíbrio do atleta, mas precisa sair da propaganda e entrar na medicina com responsabilidade”, afirma Dr. Adam Alborta.

Google Notícias
Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.