O Brasil iniciou sua participação nos Jogos Parasul-Americanos, em Valledupar, na Colômbia, nesta quinta-feira (2), com um desempenho de destaque no ciclismo. A delegação conquistou sete medalhas nas provas de contrarrelógio: quatro de ouro e três de prata. Na modalidade, vence o competidor que completa o percurso no menor tempo.
Entre os principais resultados esteve a medalha de prata de Jerusa Geber, que competiu na classe B, destinada a atletas com deficiência visual. A acreana de 44 anos, reconhecida internacionalmente pelo atletismo paralímpico, passou a disputar provas de ciclismo no fim de 2024. Ao lado da pilota Marcella Toldi, completou o percurso em 27min55s23, ficando atrás apenas da brasileira Viviane Soares, campeã com o tempo de 26min46s41. A argentina Maria Jose Quiroga terminou em terceiro lugar.
Após a prova, Jerusa comemorou o resultado e afirmou estar motivada a seguir na modalidade por muitos anos. Segundo a atleta, o ciclismo se tornou uma paixão e ela pretende continuar competindo em alto nível.
Viviane Soares, que conquistou o ouro com a pilota Lara Marinho, também concilia o ciclismo com o atletismo. Medalhista de bronze nos 100 metros da classe T12 no Mundial de Atletismo de 2019, a fluminense revelou que chegou a considerar a aposentadoria em 2025, mas encontrou uma nova motivação ao ingressar no ciclismo. Ela destacou o apoio recebido durante esse período e celebrou a conquista da medalha de ouro.
Brasil amplia coleção de medalhas
Além das disputas da classe B, o Brasil alcançou outros cinco pódios nas provas de contrarrelógio. Na classe C5 masculina, Lauro Chaman conquistou o ouro ao superar os colombianos Diego Dueñas e Juan Gómez. No feminino da mesma classe, Fabiana Ventura ficou com a prata, atrás da colombiana Paula Ossa e à frente da panamenha Laydis Veja.
Na classe C2, Roberto Neto garantiu mais um ouro para a delegação brasileira ao registrar o melhor tempo da disputa masculina. Sabrina Custódia conquistou a prata entre as mulheres, terminando atrás da colombiana Daniela Munévar e à frente da argentina Maria Sergo.
Outro ouro veio na classe H3, destinada a atletas que utilizam handbikes. Eduardo Pimenta venceu a prova, deixando o argentino Oscar Biga com a prata e o chileno Sebastian Morales com o bronze.
Competição segue até julho
O Brasil participa dos Jogos Parasul-Americanos com 237 atletas distribuídos em 13 modalidades, além de atletas-guia, pilotos, goleiros do futebol de cegos e calheiros da bocha. A competição será disputada até 15 de julho, enquanto a cerimônia oficial de abertura está marcada para domingo (5).
Esta é a primeira competição multiesportiva do ciclo paralímpico rumo aos Jogos de Los Angeles 2028. A delegação brasileira reúne 50 medalhistas de Campeonatos Mundiais e 48 atletas que já conquistaram medalhas em Paralimpíadas.
Os Jogos Parasul-Americanos chegam à segunda edição. A primeira foi realizada em Santiago, no Chile, em 2014, quando o Brasil terminou na segunda colocação do quadro de medalhas, atrás da Argentina. A edição prevista para Buenos Aires, em 2018, acabou cancelada por questões financeiras.
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