No feriado de São Jorge, na próxima quinta-feira (23), o Rio de Janeiro recebe a 13ª edição do Trem do Choro, evento que celebra o Dia Nacional do Choro e homenageia o nascimento de Pixinguinha, um dos maiores nomes da música brasileira.
A iniciativa é realizada em parceria com a SuperVia e transforma a viagem de trem em um espaço cultural, com apresentações musicais distribuídas pelos vagões durante o trajeto pelos subúrbios cariocas.
O projeto teve início em 2012, quando o músico Luiz Carlos Nunuka e outros artistas criaram uma roda de choro no bairro de Olaria, na zona norte do Rio, dando origem ao Instituto Cultural Grupo 100% Suburbano. A ação ganhou força e, no ano seguinte, passou a contar com o apoio da concessionária ferroviária.
Desde então, no Dia Nacional do Choro, um trem é reservado para receber grupos musicais que se apresentam em diferentes vagões, cada um batizado em homenagem a importantes nomes do gênero, tendo Pixinguinha como referência principal.
Segundo os organizadores, o evento cresce a cada ano e se consolida como uma das principais celebrações do gênero no país. A participação do público ocorre mediante pagamento da tarifa regular do sistema ferroviário.
Homenagem a Nilze Carvalho
Nesta edição, a homenageada é Albenise de Carvalho Ricardo, conhecida artisticamente como Nilze Carvalho. Nascida em 1969, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ela é cantora, compositora, bandolinista e cavaquinista, com formação em música pela UNIRIO.
Com forte ligação com o choro e o samba carioca, Nilze será destacada como símbolo da presença feminina na música brasileira. A escolha também reforça o reconhecimento às mulheres em um contexto de valorização cultural e social.
Ela estará presente no primeiro vagão, que conta com acompanhamento de maquinista. Durante o percurso, o trem faz paradas em estações, permitindo a interação do público com as apresentações musicais.
O evento também marca a oficialização do Coletivo Trem do Choro, formado por instituições culturais da região da Leopoldina. De acordo com a organização, a proposta é manter viva a tradição do gênero e ampliar o alcance da música instrumental brasileira, que já ultrapassa fronteiras.
Os organizadores estimam que o evento reúna entre 6 mil e 7 mil pessoas a cada edição.
Programação
A programação tem início às 10h na Estação Central do Brasil, na Plataforma 12. A saída do trem está prevista para 11h18, com destino à Estação Olaria, que recebe simbolicamente o nome de Estação do Choro Zé da Velha.
Durante o trajeto, grupos musicais se apresentam dentro dos vagões, em uma celebração itinerante da música instrumental brasileira.
Em Olaria, os participantes seguem em cortejo pelo Circuito Mestre Siqueira até a Travessa Pixinguinha, local onde o compositor viveu e será homenageado. Em seguida, ocorre uma roda de choro e uma feira cultural organizada pelo Instituto Cultural Grupo 100% Suburbano, na Praça Ramos Figueira, conhecida como Reduto Pixinguinha.
No local, também será realizada uma ação social em parceria com o Lions Club, integrando cultura e iniciativas comunitárias.
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