Durante o Abril Indígena, centros culturais de São Paulo apresentam uma programação diversificada voltada à valorização dos povos originários. As atividades destacam não apenas manifestações tradicionais, mas também a resistência histórica indígena, presente desde o início da colonização no Brasil.
O Museu das Culturas Indígenas, localizado no bairro Água Branca, promove oficinas e apresentações musicais. Entre os destaques estão a oficina de maracá, conduzida pelo grupo Yamititkwa Sato, do povo fulni-ô, e o show da artista Siba Puri, que se define como representante do “reggae originário”.
No Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), a exposição Resistência já! reúne objetos, vestimentas e fotografias selecionados por indígenas dos povos kaingang, guarani nhandewa e terena. O acervo retrata o período entre o final do século 19 e 1947, evidenciando as lutas dessas comunidades.
Na Caixa Cultural, a peça Ideias para adiar o fim do mundo, inspirada na obra de Ailton Krenak, é um dos principais atrativos. O espetáculo, protagonizado por Yumo Apurinã e dirigido por João Bernardo Caldeira, propõe reflexões sobre crises contemporâneas. As apresentações ocorrem entre quinta-feira (9) e domingo (12), com entrada gratuita e recursos de acessibilidade em Libras em uma das sessões.
A programação inclui ainda oficinas teatrais, atividades corporais e ações voltadas à valorização de práticas tradicionais, como jogos indígenas e contação de histórias ancestrais. As atividades buscam estimular a conexão entre cultura, natureza e coletividade.
O Sesc São Paulo também integra a agenda do Abril Indígena com oficinas, exposições e exibições audiovisuais em diferentes unidades. Em Jundiaí, educadores apresentam produções artísticas indígenas ao público, enquanto em outras cidades são realizadas atividades sobre grafismos, pintura corporal e cosmologia indígena.
Além disso, a programação inclui exibição de filmes e vivências culturais que aproximam o público das tradições e modos de vida de diferentes povos originários. As iniciativas reforçam a importância da preservação cultural e do reconhecimento da diversidade indígena no Brasil.
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