Microempreendedoras do turismo vítimas de violência doméstica poderão suspender parcelas de financiamentos e ganhar mais prazo para pagar

Com as novas regras, as empresárias terão mais tempo para reorganizar suas finanças sem comprometer a continuidade de suas atividades.

As microempreendedoras do turismo vítimas de violência doméstica passarão a contar com novas condições para manter seus negócios ativos durante períodos de vulnerabilidade. O Ministério do Turismo anunciou mudanças nas regras do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) que permitem a suspensão temporária de parcelas de financiamentos, além da ampliação dos prazos de carência e amortização dos contratos.

A medida foi criada para oferecer proteção econômica às microempreendedoras do turismo vítimas de violência doméstica, reconhecendo que situações de agressão podem afetar diretamente a capacidade de gestão dos negócios, a geração de renda e a manutenção dos empregos. Com as novas regras, as empresárias terão mais tempo para reorganizar suas finanças sem comprometer a continuidade de suas atividades.

Segundo o governo, o objetivo é reduzir os impactos financeiros causados pela violência de gênero e fortalecer a autonomia econômica feminina. As condições especiais serão válidas tanto para novos financiamentos quanto para contratos que já estão em fase de pagamento.

A iniciativa foi anunciada durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo e busca garantir que as empresárias consigam preservar seus negócios em momentos de dificuldade.

O que muda para as microempreendedoras do turismo vítimas de violência doméstica?

Microempreendedoras do turismo
Microempreendedoras do turismo

As microempreendedoras do turismo vítimas de violência doméstica poderão solicitar benefícios que facilitam o cumprimento dos contratos de financiamento.

👉 Entre as novas medidas estão:

  • suspensão temporária das parcelas por até seis meses;
  • ampliação dos prazos de carência;
  • aumento do prazo total para pagamento dos financiamentos;
  • aplicação das regras em contratos novos e já existentes.

Quais serão os novos prazos?

As mudanças variam de acordo com a modalidade de crédito contratada.

Investimentos em capital fixo

  • amortização passa de 240 para 246 meses;
  • carência aumenta de 60 para 66 meses.

Financiamento de bens

  • amortização sobe para 126 meses;
  • carência passa para 54 meses.

Capital de giro isolado

  • prazo de amortização aumenta para 126 meses;
  • carência é ampliada de 24 para 30 meses.

Quem poderá solicitar o benefício?

As condições especiais são destinadas às microempreendedoras do turismo vítimas de violência doméstica ou de outras formas de violência previstas na Lei Maria da Penha.

Entre elas:

  • violência física;
  • violência psicológica;
  • violência sexual;
  • violência moral;
  • violência patrimonial.

Quais documentos serão exigidos?

Para obter o benefício, será necessário comprovar a situação de violência por meio de documentos oficiais.

👉 Podem ser apresentados:

  • boletim de ocorrência;
  • medida protetiva;
  • decisão judicial;
  • outros documentos emitidos por autoridades competentes.

Por que a medida foi criada?

O Ministério do Turismo destaca que a violência de gênero pode agravar significativamente a vulnerabilidade econômica das empreendedoras, afetando a administração dos negócios, a geração de renda e a manutenção dos empregos.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que o país registra mais de um milhão de atendimentos relacionados à violência de gênero por ano. Considerando que mais de 10 milhões de mulheres estão à frente de negócios próprios, o governo avalia que medidas de proteção financeira podem ajudar a reduzir os impactos econômicos provocados pela violência.

Como a iniciativa pode ajudar?

Ao oferecer mais prazo para pagamento e a possibilidade de suspender temporariamente as parcelas, o governo espera que as microempreendedoras do turismo vítimas de violência doméstica consigam manter seus empreendimentos funcionando, preservar sua fonte de renda e fortalecer sua independência financeira.

A expectativa é que a medida amplie o acesso e a permanência das mulheres nas linhas de crédito do Fungetur, contribuindo para a sustentabilidade dos negócios e para a autonomia econômica feminina.

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