A fusão entre a preservação das raízes folclóricas e o resgate social de jovens em situação de vulnerabilidade periférica ganhou destaque na agenda política da capital. O Instituto Cultural Casa de Artes, localizado no bairro Pedra 90, em Cuiabá, recebeu a visita técnica do deputado estadual Wilson Santos nesta segunda-feira (25). Na ocasião, o parlamentar vistoriou a aplicação de recursos públicos e assistiu a uma apresentação especial do grupo infantil de siriri “Flor de Caju”.
A instituição, que se consolidou como um polo de resistência cultural na Baixada Cuiabana, vem expandindo sua capacidade de atendimento graças ao aporte de emendas parlamentares. Ao longo do biênio de 2024 e 2025, o deputado destinou um montante de R$ 200 mil para subsidiar a compra de instrumentos, custeio de professores e manutenção das estruturas físicas da entidade.
Instituto vira Escola Livre de Formação no Pedra 90 e já mudou 10 mil vidas
De acordo com o gestor cultural do espaço, Vini Hoffmann, a Casa de Artes completa 13 anos de fundação com uma marca histórica de mais de 10 mil pessoas alcançadas por suas ações comunitárias. Com o fortalecimento do orçamento, o local foi alçado ao status de Escola Livre de Formação, Arte e Cultura, oferecendo atualmente um porto seguro diário para 300 crianças e adolescentes matriculados na rede pública de ensino.
“A cultura é o caminho mais curto e eficiente para blindar a juventude contra a criminalidade e o tráfico nas franjas da cidade”, defendeu Wilson Santos durante a fiscalização. O impacto prático é sentido nas salas de aula e nos lares da região. A dona de casa Gabriela Silva, mãe da pequena Sophia, de 11 anos, relatou que a filha frequenta os ensaios de dança regional há três anos e apresentou uma melhora drástica em sua autoestima, socialização e rendimento escolar.
A grade de atividades e suporte biopsicossocial do instituto engloba:
- Musicalização Prática: Oficinas gratuitas de percussão tradicional, violão clássico e técnicas de canto;
- Expressão Corporal e Dança: Aulas de dança de salão, dança afro, ritmos de rua e a modalidade stiletto;
- Economia Criativa e Tecnologia: Cursos profissionalizantes de edição de áudio e pós-produção de vídeo;
- Saúde Mental Coletiva: Rede de apoio com acompanhamento psicológico individual e terapia comunitária.
Emendas de R$ 200 mil garantem gratuidade de oficinas e apoio psicológico
O grande diferencial do modelo pedagógico aplicado no Pedra 90 é aliar a formação artística ao suporte de saúde mental. Ao disponibilizar psicólogos e terapeutas de forma integrada às oficinas de dança e música, o instituto consegue identificar precocemente quadros de depressão, ansiedade e violência doméstica entre os alunos, encaminhando-os para a rede de proteção do município.
O avanço desse projeto reforça a tese de que o investimento público em cultura deve caminhar lado a lado com as políticas de segurança pública e assistência social do Estado de Mato Grosso. Com a garantia da continuidade dos repasses, a Escola Livre planeja expandir o número de vagas no segundo semestre de 2026, levando as oficinas de edição digital e áudio para jovens que buscam inserção imediata no mercado de trabalho tecnológico.
| Raio-X do Instituto Casa de Artes | Dados de Impacto e Orçamento (Cuiabá – 2026) |
|---|---|
| Tempo de Atuação Comunitária | 13 anos de atividades no bairro Pedra 90 |
| Aporte de Emendas (2024-2025) | R$ 200 mil alocados pelo Legislativo Estadual |
| Alunos Atendidos Atualmente | Cerca de 300 crianças e adolescentes ativos |
| Principal Destaque Cultural | Grupo Infantil de Siriri “Flor de Caju” |
O trabalho desenvolvido pelo Instituto Cultural Casa de Artes no Pedra 90 joga luz sobre o poder transformador das emendas parlamentares quando aplicadas diretamente na base comunitária, evidenciando que a oferta de oficinas artísticas e suporte psicológico para 300 jovens é uma barreira eficiente contra a criminalidade e a exclusão social em Cuiabá, embora gestores apontem que depender exclusivamente de verbas esporádicas de deputados traga instabilidade para o planejamento de longo prazo das ONGs. Você considera que o Governo de Mato Grosso deveria criar um fundo permanente de salário-cultura para repassar verbas mensais fixas e automáticas para institutos de periferia com mais de dez anos de atuação comprovada, ou acredita que o modelo atual de disputa por emendas políticas e editais da Lei Paulo Gustavo já é suficiente para selecionar os melhores projetos? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.
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