Piscicultura ganha reforço com CST em Mato Grosso

Grupo terá 180 dias para propor medidas voltadas ao setor pesqueiro e inclusão de pescadores profissionais.

Como ampliar a produção de pescado e garantir renda para pescadores afetados por mudanças na legislação? Essa é uma das missões da nova Câmara Setorial Temática (CST) instalada pela Assembleia Legislativa.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso instalou nesta segunda-feira (18) a Câmara Setorial Temática da Piscicultura Sustentável e Inclusão Produtiva do Pescador Profissional. O grupo terá 180 dias para elaborar propostas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do pescado, geração de renda e inclusão de aproximadamente 4 mil pescadores impactados pela legislação do Transporte Zero.

Setor busca crescimento sustentável

A CST foi criada para discutir soluções técnicas e econômicas para a piscicultura sustentável no estado. Entre os objetivos estão o incentivo à agricultura familiar, ampliação da produção aquícola e criação de oportunidades para pequenos produtores.

A expectativa é ampliar a produção de pescado em pequenas propriedades rurais, fortalecendo a economia regional e criando alternativas de renda para famílias que dependem da pesca.

Segundo integrantes da comissão, a proposta também prevê estudos sobre linhas de crédito, assistência técnica e mecanismos de financiamento para estimular o setor.

Produção de pescado enfrenta desafios

Dados apresentados durante a instalação da CST mostram que a produção aquícola mato-grossense ainda enfrenta dificuldades. Atualmente, o estado produz cerca de 47 mil toneladas de pescado por ano, enquanto o Paraná supera 270 mil toneladas anuais.

Outro ponto destacado foi que aproximadamente 80% do peixe consumido no estado vem de outras regiões do país. A intenção da comissão é reduzir essa dependência e ampliar a produção local de pescado.

  • Fortalecimento da piscicultura sustentável;
  • Inclusão produtiva de pescadores profissionais;
  • Ampliação do acesso ao crédito rural;
  • Capacitação técnica para produtores;
  • Estímulo ao mercado do pescado.

Licenciamento e apoio aos pequenos produtores

Representantes municipais também apresentaram propostas para simplificar o licenciamento ambiental da piscicultura de pequeno porte. A medida busca facilitar a regularização de produtores com até um hectare de lâmina d’água.

Outra proposta em estudo é a criação de estruturas de beneficiamento do pescado para atender pequenos piscicultores, permitindo que os produtos sejam preparados e comercializados dentro das exigências sanitárias.

Comissão terá sete eixos de trabalho

Os trabalhos da CST serão divididos em sete áreas principais:

  1. Diagnóstico social;
  2. Avaliação de auxílio aos pescadores;
  3. Piscicultura sustentável;
  4. Mercado e indústria;
  5. Crédito e capacitação;
  6. Produção social;
  7. Repovoamento dos rios.

Durante os próximos meses, o grupo realizará audiências públicas, debates regionais e estudos técnicos para definir propostas de fortalecimento da cadeia produtiva do pescado e expansão da aquicultura regional.

A comissão também pretende identificar áreas de vulnerabilidade social e desenvolver modelos econômicos para ampliar a inclusão produtiva no campo.

Comente sua opinião sobre os desafios e oportunidades da piscicultura no estado.

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