Mulheres na Mineração: MT acompanha crescimento feminino no setor e meta é atingir 35% de participação até 2030

Setor mineral em MT registra avanço feminino em cargos estratégicos e aposta em qualificação profissional.

O cenário da mineração em Mato Grosso, que hoje ocupa a quinta posição no ranking nacional da atividade, está passando por uma transformação profunda e necessária: o avanço das mulheres em áreas que antes eram estritamente masculinas. Da operação de máquinas pesadas ao planejamento estratégico e conselhos executivos, a presença feminina tem trazido novas perspectivas sobre sustentabilidade e gestão.

O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi, destacou que esse movimento fortalece o desenvolvimento econômico do estado. Para ele, o incentivo a políticas de inclusão é fundamental para que Mato Grosso continue crescendo com responsabilidade social.

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Dados do Setor: O Avanço Feminino

De acordo com o relatório Women in Mining Brasil 2025, a força de trabalho feminina já alcançou patamares históricos, mas o setor quer ir além. Confira os números atuais no país:

Indicador de Participação Porcentagem Atual
Força de Trabalho Total 22%
Cargos Executivos 25%
Conselhos Administrativos 21%
Meta para 2030 35%

Exemplo de Liderança em Mato Grosso

Em cidades como Aripuanã, esse novo cenário já é realidade. Suedy Lima, coordenadora de Planejamento, Controle e Manutenção, é um dos nomes de destaque. Com 15 anos de experiência, ela acumula passagens por cargos de supervisão que historicamente eram dominados por homens.

Suedy acredita que a qualificação técnica é a chave para abrir essas portas. “A presença feminina incentiva novas profissionais a ingressarem no setor, mostrando que competência e experiência prática não têm gênero”, afirma.

Sustentabilidade e Estratégia

Além da operação, as mulheres têm liderado debates sobre mineração sustentável e responsabilidade ambiental. Especialistas do Grupo de Trabalho da Mineração na ALMT defendem que a diversidade nas mesas de decisão contribui para escolhas mais estratégicas e equilibradas, focadas no desenvolvimento regional de longo prazo.

A mudança cultural é clara: a mineração em Mato Grosso deixou de ser apenas sobre extração de minério para se tornar um setor de inovação e inclusão social.

O setor mineral estabeleceu a meta de ter 35% de mulheres até 2030, um número ambicioso para uma indústria tradicionalmente masculina. Você acredita que as empresas de Mato Grosso estão preparadas para oferecer a infraestrutura e o acolhimento necessário para essas novas profissionais ou ainda existe muito preconceito a ser vencido nos canteiros de obras e minas? Deixe sua opinião nos comentários.

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