Sarampo: Ministério da Saúde confirma novo caso no Rio de Janeiro

Uma mulher de 22 anos, sem registro de vacinação, foi diagnosticada com sarampo no Rio de Janeiro, segundo o Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (1º) um novo caso de sarampo na cidade do Rio de Janeiro. A paciente é uma mulher de 22 anos, sem comprovação de vacinação, que atua profissionalmente em um hotel da capital fluminense.

De acordo com a pasta, assim que o caso foi notificado, foram iniciadas ações imediatas de controle e investigação, incluindo vacinação de bloqueio na residência da paciente, no ambiente de trabalho e no serviço de saúde onde foi atendida. Também foi realizada uma varredura na região para identificar possíveis novos casos.

O acompanhamento da situação está sendo feito em conjunto com as autoridades municipais e estaduais de saúde.

Este é o segundo registro de sarampo no Brasil em 2026. O primeiro ocorreu no início de março, em São Paulo, envolvendo uma criança de seis meses com histórico recente de viagem internacional.

Segundo o Ministério da Saúde, os casos confirmados não alteram o status do país, que segue livre da circulação endêmica do vírus. Mesmo após a perda da certificação regional nas Américas, o Brasil mantém o controle da doença com base em estratégias de vigilância e vacinação.

Em 2025, o país conseguiu interromper a transmissão de 38 casos importados, resultado de respostas rápidas reconhecidas por organismos internacionais de saúde.

Entenda a doença

O sarampo é uma infecção altamente contagiosa, transmitida por vias respiratórias ao tossir, espirrar ou falar. A doença pode ser confundida com outras infecções virais, o que exige atenção no diagnóstico.

Entre os principais sintomas estão manchas vermelhas pelo corpo, acompanhadas de coceira intensa, além de febre e mal-estar.

A taxa de transmissão é elevada: uma pessoa infectada pode contaminar até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas. O período de transmissão vai de seis dias antes até quatro dias após o surgimento das manchas na pele.

Autoridades reforçam que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção e alertam para a importância de manter o calendário vacinal atualizado.

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