SAAE esclarece dúvidas sobre lagoas de tratamento e garante medidas para reduzir odores em Lucas do Rio Verde

Diretor da autarquia afirma que estrutura contará com ações para minimizar impactos e destaca que sistema de esgotamento trará benefícios para a saúde pública e o desenvolvimento da cidade

Uma dúvida encaminhada por Ailton Nascimento, ouvinte da Rádio Agro FM, morador do bairro Parque das Américas, motivou um esclarecimento do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Lucas do Rio Verde sobre o funcionamento das novas lagoas de tratamento de esgoto que entrarão em operação na região.

A principal preocupação do morador é em relação à possibilidade de odores provenientes da estação de tratamento afetarem a qualidade de vida da população e, consequentemente, provocarem a desvalorização dos imóveis do bairro.

Em entrevista, Paulo Nunes, afirmou que a autarquia já trabalha para reduzir ao máximo qualquer impacto relacionado ao odor.

Segundo ele, estão sendo estudadas medidas como a implantação de barreiras vegetais e a instalação de reatores antes das lagoas de tratamento, permitindo que o esgoto chegue em melhores condições ao sistema.

O diretor reconheceu que não é possível garantir a eliminação total dos odores, mas assegurou que todos os esforços serão realizados para minimizar o problema.

Sobre a possível desvalorização dos imóveis, Paulo explicou que ainda não existem parâmetros técnicos que permitam afirmar que isso ocorrerá. Segundo ele, somente após o início da operação da estação será possível avaliar os impactos reais.

Além dos esclarecimentos, o diretor destacou os benefícios que o novo sistema proporcionará à população. A estrutura atenderá aproximadamente 30 mil moradores de bairros como Vida Nova, Fuji, Cerrado, Rivais dos Ipês e outras regiões próximas, ampliando significativamente a cobertura da rede de esgotamento sanitário.

Ele ressaltou que a expansão do saneamento elimina a necessidade de utilização de fossas sépticas nas residências e reduz despesas com serviços de limpeza de fossas, além de representar um importante investimento em saúde pública.

De acordo com o SAAE, estudos apontam que, para cada R$ 1 investido em saneamento básico, cerca de R$ 4 deixam de ser gastos posteriormente na área da saúde, graças à redução de doenças relacionadas à falta de tratamento de esgoto.

As obras fazem parte do processo de universalização do saneamento em Lucas do Rio Verde. O município prevê a implantação de aproximadamente 110 quilômetros de novas redes coletoras, além da construção de outras duas estações de tratamento com capacidade de 50 litros por segundo cada. As novas lagoas terão capacidade para tratar até 101 litros de esgoto por segundo, ampliando a capacidade atualmente existente.

O diretor também lembrou que o Novo Marco Legal do Saneamento estabelece metas para que, até 2033, os municípios brasileiros tenham praticamente toda a população atendida por coleta e tratamento de esgoto. Lucas do Rio Verde já alcançou a universalização do abastecimento de água tratada e agora trabalha para atingir pelo menos 98% de cobertura da rede de esgoto dentro do prazo estabelecido.

Ao final da entrevista, Paulo reforçou que a população pode confiar no compromisso do SAAE em acompanhar o funcionamento da estação e adotar todas as medidas necessárias para reduzir eventuais incômodos.

Segundo ele, somente após o início da operação será possível avaliar o comportamento do sistema, mas a autarquia garante que fará todos os investimentos e intervenções necessários para minimizar — e, se possível, eliminar — qualquer ocorrência de odores na região.

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