Grécia anuncia proibição de redes sociais para menores de 15 anos

Medida deve entrar em vigor em janeiro de 2027 e segue tendência já adotada por outros países europeus.

A Grécia anunciou que vai proibir o acesso de menores de 15 anos às redes sociais a partir de 1º de janeiro de 2027. A decisão foi comunicada nesta terça-feira (8) pelo primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, por meio de um vídeo divulgado em uma plataforma digital.

Segundo o governo, a proposta será submetida à votação ainda neste ano e integra uma estratégia para reduzir o impacto do uso excessivo de tecnologia entre crianças e adolescentes. “Decidimos avançar com uma medida difícil, mas necessária”, afirmou o premiê ao justificar a iniciativa.

O governo grego também informou que pretende incentivar outros países da União Europeia a adotarem medidas semelhantes. A iniciativa coloca a Grécia entre as primeiras nações a implementar uma restrição desse tipo no continente.

O movimento acompanha uma tendência internacional. A Austrália foi pioneira ao aprovar legislação que exige idade mínima de 16 anos para uso de redes sociais, além de obrigar plataformas a remover contas de usuários mais jovens sob risco de multas elevadas.

Na Europa, outros países já avançaram na mesma direção. A França aprovou em 2026 uma regra semelhante, enquanto Dinamarca e Espanha também adotaram legislações restritivas. Em Portugal, um projeto de lei estabelece idade mínima de 16 anos, com possibilidade de acesso entre 13 e 16 anos mediante autorização dos responsáveis.

As plataformas digitais afetadas pela medida incluem redes populares como Facebook, Instagram, TikTok e outras. Em casos de descumprimento, as empresas podem ser penalizadas com multas significativas.

Durante o anúncio, Mitsotakis destacou estudos científicos que apontam impactos negativos do uso prolongado de telas no desenvolvimento infantil. “Quando uma criança passa horas diante das telas, o cérebro não descansa”, afirmou.

O premiê também ressaltou que a medida não substitui a responsabilidade dos pais. Segundo ele, a proposta deve funcionar como um apoio adicional na proteção dos jovens. Em sua mensagem, reconheceu que a decisão pode gerar resistência, mas afirmou que o objetivo é reduzir comportamentos de dependência digital e preservar o bem-estar das novas gerações.

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