Curso de turismo forma guias nas favelas da Rocinha e Vidigal

Moradores da Rocinha e do Vidigal iniciam formação intensiva para atuação como guias turísticos. O curso busca profissionalizar quem já trabalha com turismo nas comunidades e ampliar oportunidades no setor.

Moradores das favelas da Rocinha e do Vidigal, no Rio de Janeiro, passaram a participar, a partir desta quarta-feira (6), de um curso intensivo de formação para guias turísticos com duração prevista de seis meses.

A iniciativa é do projeto Na Favela Turismo, em parceria com a Escola Técnica de Turismo (CIETH). Ao todo, foram selecionados 32 participantes entre mais de 200 inscritos, reforçando a alta procura pela capacitação.

Segundo a organização, a proposta atende à demanda por qualificação de profissionais que já atuam no turismo de forma prática nas comunidades. Entre os alunos estão mototaxistas, condutores informais e jovens em busca da primeira oportunidade no setor.

Formação teórica e prática

O curso combina aulas teóricas e atividades práticas, incluindo visitas técnicas obrigatórias e viagens avaliativas que simulam situações reais de atendimento ao turista.

O conteúdo programático abrange técnicas de guiamento, elaboração de roteiros, atendimento ao público, segurança, sustentabilidade e noções de empreendedorismo, com foco na atuação profissional estruturada.

Ao final da formação, os participantes estarão aptos a atuar não apenas em roteiros dentro das comunidades, mas também em outros pontos turísticos do Rio de Janeiro. A expectativa é que possam captar clientes, desenvolver experiências próprias e estruturar pequenos negócios no setor.

Impacto social e profissionalização

Para o morador da Rocinha, Rômulo Santos, a formação representa uma oportunidade de formalização do trabalho já realizado no turismo local, ampliando possibilidades de renda e reconhecimento profissional.

De acordo com a coordenadora Loureny Lima, o projeto foi adaptado à realidade das comunidades, priorizando uma abordagem prática e alinhada às necessidades do mercado de turismo.

O CEO do Na Favela Turismo, Renan Monteiro, destaca que a iniciativa representa um movimento de transformação social por meio da qualificação e do empreendedorismo local.

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