A Polícia Civil de Mato Grosso localizou e prendeu, nesta quinta-feira (7), em Várzea Grande, dois jovens de 18 anos investigados por participação em uma chacina que vitimou quatro trabalhadores baianos na região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba. A ação foi coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Os suspeitos, identificados pelas iniciais J.I.M.S. e R.O.S.F., estavam escondidos em uma quitinete no bairro Marajoara. A localização dos alvos foi possível após uma troca de inteligência entre a Polícia Civil da Paraíba e as equipes operacionais de Cuiabá.
Uso de documentos falsos e apreensões
Durante a abordagem policial, um dos investigados tentou enganar os agentes apresentando um documento de identidade falso. No entanto, os policiais realizaram checagens complementares que confirmaram a fraude. No imóvel, também foram encontrados outros documentos com indícios de falsificação escondidos em caixas de aparelhos eletrônicos.
A polícia apreendeu dois celulares que serão submetidos à perícia. Um dos detidos possuía um mandado de busca e apreensão por ato infracional análogo a homicídio, expedido quando ainda era menor de idade — ele completou 18 anos há apenas 11 dias. O segundo comparsa estava com a prisão temporária decretada pela Justiça paraibana.
Relembre a chacina na Paraíba
O crime ocorreu em abril deste ano, quando quatro trabalhadores naturais da Bahia foram encontrados mortos em uma área de mata em João Pessoa. Segundo as investigações, as vítimas foram executadas a tiros e três delas estavam com as mãos amarradas.
A principal linha de investigação aponta que a ordem para as execuções partiu de um líder de facção criminosa foragido no Rio de Janeiro. A motivação seria uma suposta dívida de drogas de apenas uma das vítimas; os outros três trabalhadores teriam sido mortos sem possuir qualquer envolvimento com o crime organizado.
Operação Tolerância Zero
A captura dos fugitivos integra a Operação Pharus, que faz parte do planejamento estratégico da segurança pública mato-grossense para 2026, dentro do programa “Tolerância Zero”. A ação também está inserida na rede nacional de enfrentamento a organizações criminosas, coordenada pelo Ministério da Justiça.
Os dois investigados permanecem custodiados em Mato Grosso e aguardam autorização judicial para serem recambiados ao estado da Paraíba, onde devem responder pelos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa.
Mato Grosso tem se tornado rota de fuga para criminosos de outros estados devido à sua vasta extensão territorial. Você acredita que a integração entre as polícias civis de diferentes estados é o caminho para acabar com essa sensação de impunidade, ou falta um monitoramento mais rígido nas nossas divisas estaduais? Deixe sua opinião nos comentários.
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