Operação Gateiro prende empresário e gestora por fraude de energia elétrica em Várzea Grande

Operação Gateiro da Polícia Civil flagra fraudes e prende suspeitos em Várzea Grande.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a Operação Gateiro, que resultou na prisão em flagrante de duas pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes de energia elétrica em Várzea Grande. A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato (DEE-VG) e integra uma nova fase das investigações que buscam combater ligações clandestinas e adulterações em medidores de energia na região metropolitana.

Entre os presos estão um empresário de 53 anos, proprietário de um restaurante, e uma gestora de 44 anos responsável por um centro de recuperação para dependentes químicos. Ambos foram autuados após a constatação de irregularidades nos sistemas de medição de energia dos estabelecimentos.

Operação é desdobramento de investigação iniciada em 2025

A nova ofensiva policial é resultado das investigações iniciadas durante a Operação Curto-Circuito, realizada em 2025. Na ocasião, a Polícia Civil identificou um esquema estruturado de manipulação de medidores de energia elétrica em empresas e estabelecimentos comerciais de Várzea Grande.

O foco atual das apurações é identificar toda a cadeia criminosa envolvida no esquema, incluindo técnicos responsáveis pela instalação dos dispositivos fraudulentos e beneficiários das irregularidades.

Durante o cumprimento de um mandado judicial expedido pela 4ª Vara Criminal de Várzea Grande, os policiais tiveram como alvo um eletricista de 54 anos, suspeito de atuar na instalação de mecanismos ilegais para redução artificial do consumo de energia.

O investigado foi localizado em Cuiabá e teve o aparelho celular apreendido para análise pericial. O conteúdo poderá auxiliar na identificação de outros envolvidos no esquema.

Fraudes foram identificadas durante fiscalização

As diligências foram realizadas em parceria com equipes da Energisa e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Em um restaurante localizado no bairro Jardim Eldorado, os técnicos identificaram adulterações no medidor de energia elétrica. O proprietário foi preso em flagrante por suspeita de estelionato relacionado ao consumo irregular de energia.

Já em um centro de recuperação situado no bairro Capão do Pequi, os agentes encontraram outro equipamento com sinais de fraude. A responsável pela administração e tesouraria da instituição também recebeu voz de prisão.

Segundo informações da Polícia Civil, os dois investigados já possuem registros anteriores relacionados a ocorrências semelhantes, o que reforça a suspeita de reincidência.

Polícia busca desarticular rede de instaladores clandestinos

De acordo com a Polícia Civil, o prejuízo causado por fraudes de energia não afeta apenas a concessionária, mas também impacta toda a coletividade, já que os custos acabam sendo distribuídos ao sistema.

As investigações agora avançam para identificar possíveis prestadores de serviço especializados na instalação dos chamados “gatos”, além de eventuais conexões entre diferentes ocorrências registradas na região.

A análise dos equipamentos apreendidos e dos dados extraídos dos dispositivos eletrônicos deverá auxiliar no mapeamento da atuação do grupo investigado.

Origem do nome da operação

O nome “Operação Gateiro” faz referência ao termo popularmente utilizado para designar pessoas que realizam ligações clandestinas ou adulterações em sistemas de energia elétrica, prática conhecida como “gato”.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e não descarta novas fases da operação nos próximos meses.

As autoridades reforçam que denúncias relacionadas a fraudes de energia podem ser comunicadas aos canais oficiais da concessionária e aos órgãos de segurança pública.

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