Unemat lança cultivares de abacaxi resistentes a doenças e sem espinhos para fortalecer fruticultura em MT

Novas cultivares desenvolvidas pela Unemat prometem maior resistência e produtividade no campo.

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) apresentou oficialmente as primeiras cultivares de abacaxi genuinamente adaptadas às condições locais: a Unemat Esmeralda e a Unemat Rubi. O lançamento é fruto de mais de 12 anos de pesquisas intensas focadas em produtividade e, principalmente, na solução de problemas fitossanitários históricos.

O projeto, financiado pela Fapemat e coordenado pelo programa MT Horticultura, teve início em 2012 com a criação de um Banco Ativo de Germoplasma (BAG). O objetivo central era desenvolver plantas que suportassem o clima regional e oferecessem maior facilidade de manejo para o produtor.

Resistência à Fusariose: O fim das perdas de 80%

O grande diferencial das novas cultivares de abacaxi é a resistência à fusariose, doença causada pelo fungo Fusarium guttiforme. Considerada a “vilã” da cultura no Brasil, essa praga é capaz de dizimar até 80% de uma plantação, apodrecendo o fruto e tornando-o inviável para o comércio.

Com o melhoramento genético alcançado pelos pesquisadores da Unemat, a dependência de defensivos agrícolas diminui drasticamente, garantindo um alimento mais limpo e uma produção muito mais estável e lucrativa para o agricultor.

Esmeralda e Rubi: Qualidade superior no campo

Além da saúde da planta, a Unemat focou em características que agradam tanto o produtor quanto o consumidor final. Confira os destaques das novas variedades:

  • Manejo Facilitado: Ambas as cultivares não possuem espinhos nas folhas, o que agiliza a colheita e reduz acidentes de trabalho;
  • Unemat Rubi: Frutos cilíndricos com peso médio de 1,6 kg e excelente balanço entre doçura e acidez (13 °Brix);
  • Unemat Esmeralda: Variedade de maior porte, com frutos que chegam a 2,1 kg e doçura elevada (13,9 °Brix);
  • Padrão Comercial: Ambas apresentam polpa de coloração atraente e formato ideal para o consumo in natura e industrial.

Eficiência Operacional e Produtividade

Segundo o coordenador do projeto, professor Dr. Willian Krause, o porte ereto das plantas — que ultrapassam um metro de altura — facilita a mecanização e a colheita manual. A recomendação técnica sugere um plantio adensado de 30 mil a 40 mil plantas por hectare, utilizando mudas do tipo “filhote” e adubação rigorosa baseada em análise de solo.

Um salto para a fruticultura de Mato Grosso

O lançamento posiciona Mato Grosso como um polo de inovação em fruticultura tropical. Ao reduzir os custos de produção e elevar a qualidade do fruto, a Unemat Esmeralda e a Unemat Rubi têm potencial para atrair novos investimentos e exportar tecnologia genética para outros estados brasileiros.

A iniciativa reforça o papel estratégico da pesquisa científica pública no desenvolvimento de soluções práticas para o campo, promovendo um agronegócio mais sustentável e competitivo.

Reportagem baseada em informações oficiais divulgadas pela Unemat e Fapemat.

No campo: Você é produtor ou consome abacaxi regularmente? O que achou da novidade de uma fruta mais doce e sem espinhos nas folhas? Deixe seu comentário!

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